O som que anima também pode causar riscos

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Uma das coisas mais atrativas para os foliões durante o Pré-Caju é a altura do som alcançada pelos trios elétricos. A impressão passada por tamanha potência sonora é a de que a música faz a gente se sentir mais animado, o coração palpitar e tudo ser uma alegre diversão. Mas poucos sabem que essas sensações, do ponto de vista biológico, não são apenas impressões.

Estudos demonstram que o som influencia nossos estados emocionais de forma positiva, porém, acima de 100 decibéis, as pessoas podem ter perda auditiva súbita e irreversível. Para pessoas mais sensíveis e predispostas a lesões auditivas, causadas por altas dosagens de ruídos, pode ocorrer o princípio da degeneração orgânica devido ao desequilíbrio bioquímico. Isto pode levar o folião ao risco de morte pelo infarto.

Preocupada com estas questões, a Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT) segue rigorosamente a legislação vigente e, junto com a Empresa Municipal de serviços Urbanos (Emsurb), realiza medições e testes nos trios. “Temos que garantir que o volume de som não ultrapasse os 80 decibéis. Apesar do evento ocorrer em um local comercial, existem espaços como o do asilo Same, onde pessoas idosas não podem ser incomodadas”, afirmou o funcionário do setor de controle de poluição sonora da Emsurb, Antônio Carlos Mota.

Mota contou que, no ano anterior, todo o Same recebeu um tratamento acústico para que os idosos atendidos tivessem tranqüilidade durante os quatro dias de evento. Além disto, os espaços de arquibancada receberam barreiras acústicas para evitar uma grande propagação do som. “Este ano a medição deverá estar sendo feita na primeira semana do ano. Para tanto, utilizamos um aparelho chamado decibelímetro”, concluiu.

Por Vivian Reis

 

 

 

 

 

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