Obras do Atheneuzinho serão entregues em junho

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Saumíneo Nascimento verifica andamento das obras
A previsão é de que as obras de transformação do antigo Atheneuzinho em Centro Cultural sejam concluídas em junho deste ano, mas a abertura ao público ainda não está definida.  Representantes do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e da construtora responsável pelos serviços (IGC), visitaram na manhã desta quarta-feira, 27, o local para verificar o andamento dos serviços de reforma e restauração, construção de alguns espaços, urbanização e estacionamento. O Centro Cultural está orçado em cerca de R$ 9 milhões (Obras e aquisição do acervo).

O prédio, localizado na Av. Ivo do Prado, Centro de Aracaju, foi construído há cerca de 100 anos, no Governo Graccho Cardoso, o que segundo o arquiteto Ézio Déda, requer mais

Prédio foi construído há 100 anos
cuidados quando se trata da restauração. “É um referencial arquitetônico da década de 30, uma estrutura secular que requer muito cuidado quando se começa a mexer e os trabalhos somente puderam ser iniciados após passar por diversos órgãos a exemplo de Condurb, Corpo de Bombeiros, SMTT, entre outros”, explica Ézio Déda, ressaltando ser um trabalho minucioso no sentido de preservar o patrimônio.

De acordo com o presidente do Banese, Saumíneo Nascimento, o espaço será transformado em um importante centro de referência no resgate da memória cultural e de inovações tecnológicas da arte sergipana. “Após processo de licitação vencido por uma empresa cearense, a IGC, o projeto começa a ser executado por profissionais sergipanos. No local serão instalados o Instituto Banese e o Banese

Ítalo fala sobre entrega da obra
Cultural”, explica, lembrando ser um trabalho minucioso que lida com o patrimônio histórico do estado.

Riqueza de detalhes

Indagado pela reportagem do Portal Infonet sobre o prazo de entrega, o engenheiro Ítalo Ferreira, disse ser uma obra muito rica em detalhes, que precisa de muitos cuidados. “A parte de construção do prédio administrativo é rápida, mas o carro-chefe é mesmo a restauração. Para se ter uma idéia, passamos três meses somente para conseguir a cor natural, ou seja, ocre com cinza.  Sem contar que encontramos paredes muito antigas, com mofo. Não é tão simples derrubar para adiantar”,

destaca. Ele estima que os trabalhos possam ser finalizados em junho deste ano.

Para manter a edificação, está sendo instalada uma estrutura metálica com a finalidade de suportar a laje. Já foi realizada a descupinização da área e após a conclusão das obras, será iniciada a aquisição de equipamentos e catalogação dos acervos, o que pode atrasar a abertura ao público. Isso sem contar com a acessibilidade, a exemplo de rampas e elevador panorâmico.

 

Por Aldaci de Souza

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