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Trabalho de desconstrução de peças será exibido (Fotos: Divulgação Evento) |
Após um hiato criativo de dois anos, a estilista Ana Badyally lança no dia 15 de janeiro sua nova coleção, intitulada “Mosaicos de Mim”. O desfile acontecerá no Museu da gente Sergipana a partir das 20h e trará uma retrospectiva de todos os trabalhos feitos por ela para a sua marca ‘Comigo Ninguém Pode’.
Ana permanece focando seu trabalho na desconstrução de peças para refazer peças únicas. Seus clientes sabem que estão usando algo incopiável e com qualidade expressamente desenvolvida para marcar uma identidade própria. A trilha sonora do desfile terá a assinatura da dupla, Duofel e contará também com o som do DJ Victor.
“A coleção Mosaicos de Mim foi toda construída em meu atelier, numa revisitação de todos os meus trabalhos. É engraçado que tudo, que no início de minha carreira como estilista, era considerado over acabou servindo de identidade para meu trabalho. Até eu mesma pensava que algumas peças não seriam vendidas, que o público não iria compreender a idéia da marca, porém desde 2006 venho tendo êxito em minhas coleções, com peças que são adquiridas por pessoas do mundo inteiro. Esta nova coleção é justamente um resgate da ‘Comigo Ninguém Pode’ para que se crie esse mesmo movimento que comecei há anos atrás e que quero manter vivo a cada dia”,explicou a estilista.
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Coleção chama a atenção pela qualidade |
A única exigência de Badyally para este desfile foi se pensar num movimento clean. Na passarela serão dez modelos para mostrar mais de 30 peças que definirão os próximos meses da marca. “Vejo a Mosaicos de Mim como um processo evolutivo do meu trabalho. O trabalho não para nunca, neste período que parei para a produção continuei recebendo peças, panos e produzindo as novas roupas. Recebi material de pessoas do Brasil inteiro e fica impossível não se trabalhar no backstage constantemente, é algo que não para nunca. A Comigo Ninguém Pode é uma marca forte que se mantém diariamente, sempre em processo de feitura”, disse.
Dia a dia da coleção
Badyally tem algo de agregador e não trabalha sozinha. Seu modus operandi é misturando referências e pessoas. Ela gosta e se sente bem em ter diferentes olhares ao redor de suas criações. Cada coleção mexe em média com os trabalhos de mais de 20 colaboradores, entre modelos, operários das máquinas de costura e entusiastas.
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Novidades para o público masculino também serão mostradas |
“Mais uma vez os riscos de minha coleção foram feitos pelo competentíssimo Augusto Gastor enquanto a minha costureira, Carmosa colocou em prática as ideias que bolamos para a Mosaicos. Sempre friso que meus parceiros são fundamentais nesse processo, desde a parte básica, que compõe a construção das peças até a música que vai margear o desfile. Tudo é feito a partir das nossas observações e do aglomerado das ideias que vão surgindo pelo caminho até o resultado final. Tudo é guardado para ser usado no momento certo.”, explicou Ana.
Tingindo cheiros e lembranças
Um detalhe que merece ser frisado na coleção é a construção de peças a partir do tingimento artesanal com café, capim santo, cravo e canela, cidreira. Dominando a técnica que mescla cores e odores destas essências, Ana Badyally revela que o trabalho para construir tais roupas está valendo a pena.
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Detalhes chamam a atenção |
“É uma loucura porque muitos clientes viram estas peças específicas com cheiros ainda durante a construção da coleção e começaram a comprar, percebendo que isso iria acabar com a ideia central, que vou expor no dia 15 durante o desfile, resolvi esconder algumas peças para que tivesse o embasamento que quero mostrar no dia. Tenho um carinho especial por todas as peças, porém tenho estas guardadas a sete chaves e pretendo mostrar também durante o desfile” revelou.
Trajetória da marca ‘Comigo Ninguém Pode’
2006 – Lanlamento da marca Comigo Ninguém Pode
2007 – Na Rota dos Orixás
2008 – Bispo do Rosário
2011 – O Sertão é Xique-Xique
2012 – Vapor Barato – dedicada à obra de Waly Salomão
2014 – Mosaicos de Mim
Exposição simultânea
Durante a noite de lançamento da nova coleção, o público ainda vai conferir no Café da Gente a exposição fotográfica da antiga coleção “O Sertão é Xique-Xique”, clicada pelas lentes do fotógrafo, Vinicius Fontes.
Sobre a trilha sonora – conheça o som do Duofel
Trabalho do Duofel é resultado de 35 anos de pesquisas, ensaios e shows diversos. Luiz Bueno, paulistano, 60 anos e Fernando Melo, alagoano de Arapiraca, 56 anos, têm em comum o fato de serem autodidatas e de acreditarem com rara obstinação, no sucesso de uma proposta musical. Em 1977 se produz o encontro entre Fernando e Luiz, em São Paulo. Em 1978 começam a tocar com dois violões, numa viagem pelo nordeste. Em 1979 passam a tocar no circuito alternativo de São Paulo. Mais tarde Tetê Espíndola os contata para fazer parte de seu grupo. Nessa fase surgiu o nome "DUOFEL", que significa: dupla Fernando e Luiz.
Fonte: Divulgação Evento
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