“Ossos do Ofício” debateu Economia da Cultura

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“Ossos do Ofício” ocorre semanalmente (Foto: Ascom/Funcaju)
Dando continuidade ao récem-criado programa “Ossos do Ofício”, a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju) realizou na noite da última terça-feira, 14, na Escola Oficina de Artes Valdice Teles (EOAVT), a segunda palestra do ciclo de encontros semanais para a discussão de temas relacionados à educação, arte, cultura e cidadania.

‘Economia da Cultura’ foi o assunto apresentado esta semana pela professora Verlane Aragão, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A palestra foi dividida em três momentos principais. O primeiro ponto foi a demarcação do campo de estudo, o segundo a problemática em que a discussão está inserida, e o terceiro foi a exposição das possibilidades de estudo que a área apresenta. Ao fim da palestra, a professora exibiu uma série de imagens que ilustravam os conceitos e ideias apresentados ao longo de sua apresentação, instigando o debate e a participação do público.

Foram discutidas, entre outros assuntos, questões como o processo de subordinação da cultura à lógica mercantil, a indústria cultural, além das especificidades dos bens culturais e do trabalho cultural. Segundo a professora, essas discussões vêm suprir uma deficiência das instituições acadêmicas, que é a capacidade de levar seus debates para um público mais abrangente.

“Eu vejo a universidade muito isolada. Há uma dificuldade de transpor as discussões acadêmicas para além dos seus departamentos e salas de aula. Espaços abertos a um público mais heterogêneo como este são demanda real e por isso considero o “Ossos do Ofício” uma ação louvável”, disse Verlane Aragão.

Iniciativa

O ‘Ossos do Ofício’ é um programa de promoção de palestras semanais, com a participação de nomes envolvidos com os estudos e práticas culturais no estado de Sergipe. Os encontros acontecem todas as terças, das 19 às 21h. Através da interação com a comunidade, o programa volta-se para o fortalecimento do mercado cultural e para a garantia de sua sustentabilidade.

As palestras, destinadas a estudantes, profissionais do meio e agentes culturais, também são um momento de análise do cenário artístico sergipano e um espaço para a sua propagação. O projeto reflete o dever social que o artista, o educador e o agente cultural têm de compartilhar experiências, repassar informações e dividir seu conhecimento com a sociedade.

Fonte: PMA

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