Peça teatral discute direitos fundamentais do homem

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(Foto: Divulgação)

O Sesc Sergipe apresenta “Mala Sem Alma”, espetáculo resultante da conclusão do primeiro semestre da turma do Curso de Formação de Atores EnCena SESC Ano 2011.  A peça estreia na próxima quarta-feira, 14, na inauguração do Centro Cubos de Cultura e Artes, localizado à Rua Jovino Silva, no Bairro Luzia, com reapresentações nos dias 16 e 21 de dezembro, sempre às 19h30, com entrada franca.

A peça foi concebida paralela às aulas ministradas nas disciplinas de História do Teatro, Expressão Corporal e Interpretação e reúne poemas e três contos do artista sergipano Ewertton Nunes: “A mulher à frente da carroça”, “Serenata” e “Os ciganos”. Os contos selecionados tem em comum temáticas sociais tais como a violência contra a criança, a exclusão social  e a privação do homem aos seus direitos fundamentais. Escritos a partir do olhar de personagens urbanos, quase como relatos de memórias caóticas sentidas na pele, as narrativas possuem o que o autor denomina como “poesia-crônica”. Para ele, os contos, ao passo que tratam das mazelas de toda a sociedade, trazem um olhar poético na forma de contar essas histórias: a poesia como ferramenta que modifica o olhar sobre o que está no entorno de todos nós.

O diretor do espetáculo, Ewertton Nunes, afirma que “escolheu trabalhar com contos e poesias por entender que esse é um grande desafio para todo intérprete. Contar histórias é um grande exercício, extrair toda a subjetividade implícita nessa forma de literatura, projetá-la para o corpo e por fim compartilhá-la com um público, permite um grande aprofundamento nessa arte tão maravilhosa de viver experiências que não são suas, mas poderiam ser. Assim, corpo, fala e elementos cênicos em diálogo constante, proporcionam em “Mala sem Alma”, a (des)construção de símbolos e signos que permeiam o universo urbano das cidades.

As narrativas mostram, através de uma poética particular, como a realidade às vezes é tão dura e cruel que se assemelha a um sonho ou mesmo pesadelo. Propiciando por vezes, encontros entre essas duas condições que constroem a alma humana. O trocadilho com a expressão “mala sem alça” é intencional. A adaptação para “Mala sem Alma” faz alusão à dura condição do ser humano, que diante das mazelas sociais se transformam em retirantes urbanos, os quais, em viagens cotidianas vão se esvaziando por dentro. A vida como uma bagagem de mão que vai ficando cada vez mais leve a cada novo destino.”

Fonte: Assessoria

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