Perseverança é a marca do folclore sergipano

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Hoje, 22 de agosto, comemora-se, por todo o Brasil, o Dia do Folclore. Em Aracaju, escolas públicas e particulares celebram a cultura organizando vários eventos, bem como secretarias de cultura municipais e estaduais, que promovem várias apresentações e exposições desde a semana passada. 

Apesar desses esforços de manutenção, o folclore local continua sendo um item pouco valorizado em nossa sociedade. Um passeio pelas apresentações das escolas, por exemplo, revelam que a brasilidade está presente, quando os alunos mostram trabalhos com temas de lendas como a Iara, Saci-Pererê ou o Negrinho do Pastoreio, mas são poucas as escolas – pelo menos em Aracaju – que investem em temas tradicionalmente mais sergipanos, como o Samba de Coco ou o Bacamarte.

Diante desse quadro, porém, existem aqueles que ainda mantêm as tradições do folclore sergipano vivas. De acordo com a assessora de gabinete da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Marta Soraya, é no interior que a cultura sergipana ainda se mantém firme. “No interior, a tradição é maior, é viva, é mais mantida”, relata Marta.

Rosineide Moura
Ela conta que os inúmeros grupos folclóricos existentes em Sergipe são compostos, em sua grande parte, de pessoas que trabalham na área rural, e que pelo contato direto com as músicas e danças locais, acabam vivenciando a tradição na própria família. Os grupos se auto-sustentam, costurando suas prórpias fantasias e adquirindo instrumentos através de recursos próprios, à exceção dos que conseguem algum tipo de patrocínio, seja público ou privado.

Ainda assim, quem gosta de se apresentar e mantém viva a tradição, por vezes não demonstra sua arte por falta de oportunidades. Em um evento organizado pela SEC, por exemplo, três de quatro grupos folclóricos do interior, previstos para se apresentarem em Aracaju não compareceram por não conseguirem chegar a tempo.

Os que conseguiram, entretanto, são exemplos reais de determinação e preservação da cultura local. É o caso da estudante Maria Rosenilde dos Santos Moura, 18. De brincante a dama-do-passo, sua atual função, ela brinca há 12 anos no Maracatu de Dona, grupo de Japaratuba. Responsável por puxar as cantorias enquanto os outros dançam, Rosenilde começou a brincar ao ver os tios brincando. “Eu vi e gostei”, revela Rosenilde. “Vou dançando até não poder mais”, arremata.

Ana Carina Santos
O gosto de Rosenilde pelas brincadeiras do maracatu também contagiou sua prima Ana Carina Almeida Santos, de 6 anos, que estava presente na apresentação de hoje. Rosenilde diz que, além dela, outras primas e irmãs também estão dançando.

Para conhecer um pouco da cultura sergipana e da riqueza dos grupos folclóricos do Estado visite o Serigy Site – A História de um Povo.

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