Prefeitura de Aracaju inaugura Escola Oficina de Artes

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Com o objetivo de incentivar o desenvolvimento e o aprimoramento do ensino das linguagens artísticas, nas áreas das artes visuais e cênicas, da música e da dança, a Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju), inaugura hoje, dia 14, a partir das 18 horas, a Escola Oficina de Artes Valdice Teles.

 

A escola, que está localizada na avenida Ivo do Prado, 686 (próximo ao Cultart), substituirá a atual Escola Municipal de Artes. No novo espaço os alunos terão disponíveis salas de dança e de artes visuais, prática I e II, além de um mini-auditório com capacidade para 60 pessoas.

 

Outra novidade da Escola Oficina de Artes é a criação de um Conselho Pedagógico
constituído por nove membros e em quatro divisões: música, dança, artes cênicas e artes visuais, que terá entre suas funções a competência de coordenar o processo de elaboração, execução e avaliação da proposta pedagógica.

 

O Conselho será composto por um representante da Funcaju, o diretor da Escola Oficina, os quatro coordenadores das divisões, um representante dos professores, um do Cultart/UFS, e um do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversão de Sergipe (Sated).

Segundo a presidente da Funcaju, Karlene Sampaio, a Escola Oficina de Artes Valdice Teles terá como princípios possibilitar o acesso a todos ao pleno exercício dos direitos culturais e às fontes da cultura popular e erudita, como também incentivar a pesquisa artística de forma consciente e crítica e facilitar o fazer artístico e sua relação com a cultura nas variadas linguagens artísticas.

 

HOMENAGEM – A Escola Oficina de Artes levará o nome de Valdice Teles em homenagem a aquela que fez história na vida teatral de Sergipe.  Nascida no dia 10 de junho, na cidade de Riachuelo, antes de fazer parte do teatro, a atriz já era conhecida no meio artístico por conta seu trabalho como discotecária numa das rádios da cidade.

 

Mas foi em março do ano de 1980 que a então estudante de Pedagogia da Universidade Federal de Sergipe, levada pelo trabalho de pesquisa em torno dos elementos da cultura popular, traçou uma das mais belas histórias da arte sergipana: Surgia a “Mama” ou “Val”, como era carinhosamente chamada no
grupo teatral Imbuaça.

Em sua curta, mas irradiante vida com o Imbuaça, “Mama” lutou junto com o grupo pela democratização do país. Em 1981, no primeiro contato do grupo com os festivais teatrais no Sudeste do Brasil, descobriu a peça “A Gaiola”, texto que discutia a luta da mulher operária no ABC Paulista. Na sua inquietude, atuou pela primeira vez como dramaturga, adaptando este espetáculo a realidade nordestina.

Ainda como dramaturga, Valdice adaptou da literatura de cordel dois dos maiores sucessos do grupo: “Antonio Meu Santo” e “Dança dos Santos”. O último trabalho como atriz foi no espetáculo “Desvalidos”.

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