Projeto Pixinguinha traz Fátima Guedes a Aracaju

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A segunda edicão desse ano do Projeto Pixinguinha acontece em Aracaju nesta sexta feira, 7. O projeto traz para o palco do Teatro Tobias Barreto atrações renomadas da música nacional por um preço simbólico de R$ 5 e R$ 2,50 (estudante). Desta vez dividirão o palco: Fátima Guedes, Genésio Tocantins e Nei Lopes.

 

Os três artistas já estão na estrada há mais de vinte anos e trazem no repertório músicas que contemplam diferentes estilos. Fátima é cantora e compositora e participou dos clássicos festivais dos anos setenta, seja representada por outros intérpretes ou cantando suas próprias composições. O carioca Nei Lopes é um típico sambistas, considerado uma referência no assunto. Enquanto isso, representando a música regional o projeto traz o tocantinense Genésio Tocantins.

 

Conheça um pouco mais sobre a vida e a obra dos artistas:

 

Fátima Guedes – A carreira da cantora e compositora carioca Fátima Guedes começou em 1973, com a música Passional, vitoriosa do Festival de Música da Faculdade Hélio Alonso. Mas ela só deslanchou mesmo quando Elis Regina apresentou seu trabalho ao grande público em 1978, ao interpretar canção de sua autoria, Meninas da Cidade, no show Transversal do Tempo. Naquele Fátima tinha apenas dezoito anos de idade.

Seu primeiro álbum foi lançado em 1979. No ano seguinte, além de gravar novo disco, também batizado de Fátima Guedes, a cantora participou do Festival da Nova Música Popular Brasileira, com a canção Mais uma Boca e levou o prêmio de melhor intérprete.

 

De lá para cá ela já lançou vários álbuns intitulados: Fátima Guedes (1980), Lápis de Cor (1981), Muito Prazer (1983), Sétima Arte (1985),  Coração de Louca (1999), Pra Bom Entendedor (1993), Grande Tempo (1995), Muito Intensa (1999) e o último Luzes da Mesma Luz (2001).

Nei Lopes – Nascido e criado no subúrbio carioca de Irajá, o cantor, compositor, advogado, pesquisador e escritor Nei Lopes é hoje uma das maiores referências do samba carioca. Como pesquisador, tem diversos trabalhos publicados tratando da temática afro-brasileira, entre eles O Samba na Realidade (1981), O Negro no Rio de Janeiro e sua Tradição Musical (1992), Dicionário Banto do Brasil (1996) e Enciclopédia da Diáspora Negra (2004).

 

Intérprete de suas próprias canções, Nei Lopes tem sete álbuns gravados: o CD Nei Lopes – De Letra & Música (Velas, 2000), em que recebe como convidados Alcione, Chico Buarque, Dona Ivone Lara, João Bosco, Martinho da Vila, Dudu Nobre, Zé Renato e Zeca Pagodinho, entre outros. Em 2004 lançou, pela Fina Flor, o álbum Partido ao Cubo, contemplado com o Prêmio TIM 2005 de melhor CD de Samba e indicado ao Grammy Latino 2005.

 

Genésio Tocantins – O compositor, cantor e instrumentista Genésio Tocantins, nasceu em Goiatins (TO) e cresceu entre a fazenda e a cidade, dando início à carreira musical em festivais regionais. Seu primeiro LP, Rela-Bucho, lançado pela RGE em 1988 lhe rendeu o II Prêmio Sharp de Música do ano seguinte, como revelação da música regional brasileira.

Genésio já gravou em parceria com diversos artistas, como Fagner, Pena Branca e Xavantinho e Rolando Boldrin. Em 1990, recebeu o prêmio Fiat, pela sua obra. Seis anos depois, sairia o disco U Cantante e, em 1998, Brasis – As  Canções e o Povo (selo Brasis). Em 2000 participou do Festival Novos Talentos defendendo a música Nóis é Jeca mais é Jóia, de sua autoria em parceria com Juraildes da Cruz, música que se tornou rapidamente um clássico da música regional.

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