Queiroga e Antonio Rogério lançam novo trabalho

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Dupla se apresentará no teatro Atheneu na noite desta sexta-feira, 11 (Foto: Divulgação)

Após 14 anos de carreira, Chiko Queiroga e Antônio Rogério, já consagrados no território sergipano, farão uma apresentação na noite desta sexta-feira, 11, que culminará na gravação do seu segundo DVD. Conhecida por suas músicas que exaltam a cultura sergipana, a dupla, que já percorreu vários lugares do mundo, resolveu investir em um trabalho novo, titulado Tributo a MPB. Em entrevista concedida ao Portal Infonet, Antonio Rogério abriu o coração e falou sobre a carreira, o público, a repercussão nacional e a realização do seu novo show, que terá como palco o teatro Atheneu. Confira!

Portal Infonet – O show de vocês nesta sexta-feira, 11, vai ser um tributo à MPB?

Antonio Rogério – Exatamente. A Música Popular Brasileira saiu um pouco do mercado, então nosso show vai ser uma espécie de resgate e homenagem à música boa, de qualidade. Vamos apresentar músicas de compositores importantes da MPB, a exemplo de Osvaldo Montenegro, Djavan, Fagner, Geraldo Azevedo, Milton Nascimento, e muitos outros. Além disso, o show vai culminar com a gravação do nosso 2º DVD. Enfim, é a MPB sendo interpretada por nós.

Quero ressaltar que nosso principal intuito é divulgar o projeto de iniciativa popular, titulado lei da casa própria, que na ocasião recolherá assinaturas para encaminhar essa lei para o congresso nacional para beneficiar os brasileiros que poderão ter acesso a imóveis, sem burocracia ou juros.

Infonet- Há muito tempo vocês têm essa vontade de interpretar outros artistas?

AR – Na verdade isso já está na essência do nosso trabalho. Tocamos por um tempo durante a noite, e interpretamos diversos artistas. Esse DVD vai ser um teste para nosso público, ou seja, vamos descobrir qual vai ser a repercussão desse novo projeto. Vai ser um trabalho novo para a gente, apesar de o público ter absolvido muito mais nosso trabalho autoral, do que o de interpretação de artistas nacionais.

Infonet – Como vai ser o show de vocês? Vai ter algum detalhe especial?

AR – Como é a gravação do DVD, vamos gravar vídeo e áudio. Nossa formação vai ser simples, o CD vai ser acústico, e não algo cheio de parafernálias. Vamos contar com a participação da banda, de violino. Nosso cenário vai ser básico, não vai ter muito glamour, e o principal vai ser o nosso repertório, de músicas que já estavam esquecidas, mas que marcaram uma época. Nosso intuito é trazer essas composições de volta.

Infonet – Como é a relação que vocês têm com o público? Ele interage durante os shows?

AR – Nosso público, além de fiel e lindo, é crescente. Temos feito trabalhos constantes nas escolas, e percebemos nos nossos shows que, além do público da nossa faixa etária, a juventude tem acompanhado o nosso trabalho, e isso é fruto da nossa renovação e da busca por projetos novos. Com relação à interação, o público sempre canta e participa, até porque nosso repertório é mais do que conhecido.

Infonet – Vocês têm público fora do Estado?

AR – Temos público em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia, inclusive participamos de alguns programas a nível nacional, a exemplo de Cem Censura, com Leda Nagle, o de Inezita Barroso, o programa Ensaio da TV Cultura apresentado por Fernando Faro, e vamos no dia 29 deste mês participar do Sr. Brasil com Rolando Boldrin, então por conta disso temos um público no Brasil inteiro e também no exterior. Em Nova Orleans mesmo, há um festival de jazz que já participamos durante 10 anos, e pretendemos voltar em 2012. Além disso, já participamos do ano do Brasil na França, e de festivais de jazz na Guatemala e Honduras. Então nós temos viajado e divulgado nossa música.

Infonet – Os órgãos de cultura da prefeitura e do governo apoiam à dupla? Como é essa relação entre vocês?

AR – Os órgãos não dão apoio. De vez em quando é que eles contratam algum show nosso ou de outros artistas para fazer evento público. Para ser ter uma ideia, em um show desses que realizamos, que é grande, e que mobilizamos um bom público, pedimos apoio a vários setores, e eles sequer nos ajudaram. Uma secretaria de cultura, que não libera a taxa de isenção do teatro é um desincentivo a cultura. Acredito que eles deveriam não só liberar a taxa, como também comprar uma certa quantidade de ingressos como forma de incentivo. Isso seria o ideal, mas não é feito, e nós lamentamos muito.

Infonet – Que tal fazer um convite ao público para prestigiar o show de vocês?

AR – Contamos muito com a presença de vocês. Venham curtir esse momento tão especial na carreira e na musicalidade sergipana, e, além de tudo, colaborar com o projeto de incentivo a lei da casa própria, para ajudar a construir um Brasil melhor. Vale ressaltar que esse show vai ser completamente diferente do que vocês estão acostumados a ver. É uma apresentação na qual vocês terão a oportunidade de ouvir o compositor que gostam, além da gente, obviamente. Enfim, vamos apresentar um repertório em que vocês vão interagir bastante. Acredito que a gente vai cantar muito pouco, e que vocês é que serão os verdadeiros cantores da noite. Então venham se divertir e valorizar a cultura sergipana. Conto com vocês!

Por Monique Garcez e Kátia Susanna

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