Quinta Instrumental intensifica aproximação entre povo e cultura

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Evento acontece nesta quinta, 19, na Praça General Valadão (Foto: arquivo/ André Moreira/PMA)

A programação musical do Festival Quinta Instrumental desta quinta-feira, 19, reafirma o objetivo do evento: aproximar o povo da cultura, seja ela local, nacional ou até mesmo internacional. O palco montado na praça General Valadão recebeu na noite da quinta, nomes expressivos da música: Júlio Rego, com seu trabalho autoral, Ígor Cortes, com clássicos da MPB instrumental, e Mateus Santana, com a música Blues, além do pianista italiano Stefano Cortese.

Diretor da Funcaju explica importância de de ventos como o Quinta Instrumental (Foto: Portal Infonet)

Segundo o diretor de cultura e arte da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), Nino Karvan, apesar do Brasil viver tempos difíceis em relação à falta de protagonismo da cultura, o município de Aracaju tem reafirmado seu compromisso através de festivais como este. “O projeto Quinta Instrumental existe há mais de três anos. Mesmo no período das vacas magras, a gente começou com edições pequenas”, relembra. “Hoje, Aracaju está inserida no circuito nacional de música instrumental”, comemora.

O pianista Stefano Cortese afirma que o retorno a Aracaju é motivo de alegria devido à valorização que espetáculos como este fornecem à cultura. “Pelo trabalho que eu realizo, eu acho fundamental que esses eventos sejam parte cotidiana ou constante das atividades de um município”, avalia. Ainda segundo o músico, a cultura não é somente algo que acontece dentro de um evento de duas horas. “Ela precisa ser metabolizada, ou seja, mergulhar o ouvinte em sentimentos e pensamentos”, acredita.

O pianista Stefano Cortese afirma que o retorno a Aracaju é motivo de alegria devido à valorização que espetáculos como este fornece à cultura (Foto: Portal Infonet)

Outras atrações

Nesta sexta-feira, 20, o evento tem continuidade com o violonista sergipano Alberto Silveira, músico premiado que participou de projetos de renome nacional, e também o violinista francês Nicolas Krassik, referência no MPB e estudioso da música erudita e jazz.
Para finalizar o festival, no próximo sábado, dia 21, o projeto apresenta o sanfoneiro sergipano Lucas Campelo, o saxofonista paulista Derico, que fez parte do sexteto do extinto  Programa do Jô, além do grupo Chorosas.

 

por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

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