Rebentação – por Gustavo Aragão

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Tece a manhã o sol artesão

Bebe o orvalho misto de influências

Para dar vida ao novo,

Filtrando-o em nuvens enxutas.

 

Pairam no ar filamentos de alma aturdida,

Que se transformam em estrelas perdidas,

Num tempo, sobre a terra despovoada das palavras,

Fecundada pela força da luz solar que a penetra.

 

Terra branca passiva, anêmica,

Onde o ritmo divinal é prescrito;

(Uni) versos) descritos,

onde a palavra, o homem e o tempo se liquefazem;

desconstruindo-se e  se reconstruindo, tempos depois,

transcendendo a superficialidade

da matéria que, em sua inércia,

explode em cores matinais.

 

Por Gustavo Aragão

 

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