Riachuelo comemora Dia da Cultura

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Hoje é comemorado o Dia da Cultura. Em Riachuelo, várias atividades educativas e culturais foram realizadas, entre elas, a apresentação dos grupos folclóricos, a exemplo de capoeira, candomblé, taeira, reisado, samba de roda, entre outros. O Encontro Cultural do município acontece desde a semana passada.

Este ano, o Candomblé também ganhou destaque. Foi montada, no Centro de Artesanato de Riachuelo, uma grande exposição, com o intuito de mostrar à comunidade as tradições e a história da religião. Na manhã desta terça-feira, a população e estudantes acompanharam a apresentação do grupo de reisado Dona Nuzia, de Santo Amaro das Brotas.

O secretário municipal de Cultura, Gildo de Oliveira Santos afirmou que o Encontro Cultural de Riachuelo movimentou toda a região. “Neste espaço democrático demos a oportunidade para cada grupo da região se manifestar. Acreditamos que assim, há uma integração entre a população, até mesmo àqueles que nem se conheciam”, destacou Gildo.

História

A história do município não foi esquecida. Além de ser mostrada a tradição do candomblé, no Centro de Artesanato foram realizadas exposições para mostrar a Cultura de Riachuelo. Os homenageados deste ano foram os poetas Santos Souza e Cleovan Sóstenes, chamados pelos organizadores de ilustres da Educação, Saúde e Cultura, filhos de Riachuelo.

No mesmo espaço também estavam expostas obras de Xirografais do poeta popular Zé Aracaju. “Cada um dos poetas homenageados contribuiu de forma positiva para o crescimento do município. Cada um, mesmo atuando nas áreas de especialidade, não esqueceu da cultura”, disse Enedina Dantas do Vale, coordenadora do Centro de Artesanato de Riachuelo.

Quanto à homenagem ao Candomblé, a coordenadora relatou que a população precisa conhecer melhor as religiões de descendência africana para reduzir os preconceitos e desmitificar todos os paradigmas que existem.

A atitude de mostrar a história do candomblé foi aprovada pelos freqüentadores da religião, a exemplo de Mãe Nega, Mãe Zezé, Pai Eraldo e tantos outros. “Aos poucos, estamos conseguindo aproximar a população e até a igreja católica. O Candomblé representa a história da população negra. Por isso, é uma religião que precisa ser preservada. Quero passar os ensinamentos para todas as gerações da minha família”, completou Mãe Zezé.

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