Rituais pertinentes do interior na Aperipê TV

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Aproveitando as comemorações da Semana Santa, o Especial Aperipê deste sábado, 11 de abril, revela um pouco sobre os rituais dos penitentes. Os ritos são realizados durante o período religioso do cristianismo, que celebra a Paixão de Cristo, e acontece nos municípios sergipanos de Tomar do Geru, Frei Paulo, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Dores e Ilha das Flores. Dirigido por Pascoal Maynard, o documentário fala sobre as manifestações dos “alimentadores de almas” e dos autoflagelantes. O especial conta ainda com depoimentos dos pesquisadores da Secretaria de Estado da Cultura Maurelina Santos e Antônio Amaral, que comentam sobre as origens e características dessa tradição secular da cultura popular.

A produção mostra parte dos rituais em que os “alimentadores de almas” fazem orações e entoam cânticos como forma de libertar as almas do purgatório. Já os autoflagelantes mutilam o próprio corpo com o intuito de se redimir dos seus pecados e também de salvar outros espíritos. A estimativa é de que haja 50 grupos de penitentes no total. Os autoflagelantes se concentram nas cidades de Tomar do Geru, incluindo o povoado Serrão, e Ilha das Flores, enquanto os “alimentadores de alma” se encontram nos municípios Nossa Senhora das Dores, Laranjeiras, Frei Paulo e Nossa Senhora da Glória, nos povoados Piabas e Cabeça da Vaca. 

“O registro que fizemos dos “alimentadores de alma” apresenta imagens esteticamente bastante bonitas, enquanto as imagens dos autoflagelantes são muito violentas”, disse Pascoal Maynard. O diretor ressaltou que os rituais dos “alimentadores de almas” são mais restritos, mas os dos autoflagelantes atraem muitos curiosos da população local. “Pela presença de muitas pessoas, a prática, inclusive, deixa de ser um ritual religioso, cultural, para se tornar um espetáculo”, observou ele. 

De acordo com Pascoal Maynard, a produção da Aperipê TV preocupou-se em não desvirtuar os rituais dos “penitentes” pela presença da equipe de filmagem, o que inclui o cuidado com a iluminação feita a partir de velas. O cuidado na captura das imagens também procura proporcionar ao espectador uma fidelidade às práticas apresentadas no documentário. O diretor ressalta que a emissora se preocupou em fazer apenas o registro, sem juízo de valor, dessa manifestação secular da cultura popular trazida pelos jesuítas.

Ascom/Aperipê

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