Século XX, alegria e responsabilidade social

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São 41 anos de história. A quadrilha mais antiga de Sergipe foi fundada em 1º de março de 1964, por Francisco Bispo de São Pedro. Entre os primeiros participantes, estavam nomes ilustres, como o Padre Pedro e o professor Jaconias, conhecido como Jacó. A Século XX surgiu no bairro Industrial e ganhou o nome do Centro Social do local. Porém, pela falta de atenção voltada à Cultura, corre o risco de acabar. Mesmo assim, mantém um importante projeto social no bairro.

No início, a Século XX participava de concursos menores, como o da Rua São João, ao lado dos  grupos São João de Deus, Mocotó e Ciganinha do Amor. Seu atual marcador, Joel Reis de São Pedro, relembra com orgulho os tempos áureos, quando seu pai era presidente. “Eram 109 pessoas. Eu danço desde os seis anos e é uma sensação inexplicável. No trabalho eu sou o sargento Reis, na quadrilha, sou Joel”. A quadrilha ganhou inúmeros prêmios e representou o Estado na Paraíba, participando do 1º Nordestão de Quadrilhas Juninas.

Porém a coisa não parece estar tão boa para o grupo. Dos 109 participantes, restam apenas 54. Segundo Joel, a Século XX chega a gastar R$ 520 mil para montar suas coreografias. Para arrecadar dinheiro, resta aos componentes do grupo realizarem bingos, eventos ou contarem com patrocínios. “Somos a única quadrilha no Estado que trabalha com as três faixas etárias: crianças, adultos e idosos. Para se ter uma idéia, cada mulher chega a investir R$ 520 só em roupa. Os homens gastam R$ 400”, revela Joel. Tantos gastos são refletidos na qualidade das apresentações.

RESPONSABILIDADE – Um dos pontos fortes da Século XX continua a ser o trabalho social que ela desempenha junto às comunidades carentes do Bairro Industrial. Hoje, o grupo continua oferecendo palestras com temas como drogas, Aids, família e dengue. Um dos seus trabalhos mais expressivos é a alfabetização de idosos. Para se manter viva, a Século XX conta com o apoio dos seus próprios integrantes. O desejo de Joel é que os governos estadual e municipal olhem para as quadrilhas como um produto cultural do Estado, prestando mais atenção a este segmento.

Por Wilame Lima

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