Última sessão de cinema: Moviecom encerra atividades em Aracaju

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Cinema encerra atividades em Aracaju
Vazio. Era assim que estava o Moviecom em seu penúltimo dia de funcionamento em Aracaju, nessa quarta-feira, 12. Após a exibição da sessão das 21h40, desta quinta, 13, do filme ‘Meu Nome não é Johnny’ o cinema encerra as atividades em Sergipe.

 

Com lacônica nota divulgada no último dia 23 de fevereiro, a empresa se despediu dos clientes. De acordo com o texto, o principal motivo para o fechamento foi a queda de faturamento e aumento dos custos. Para Roberto Nunes, organizador do projeto Cine Cult, que começou no Moviecom, o cinema foi prejudicado pelo momento pelo qual passa o shopping Riomar, onde está instalado.

 

Variedade

 

Ele, Rosângela Rocha, coordenadora-geral do Curta-SE, e Ivan Valença, jornalista e cinéfilo, concordam que não será uma perda muito grande quanto à variedade de títulos de filmes. “Ainda

Rosângela Rocha, diretora-geral do Curta-SE
que seja doloroso perder um cinema, a variedade  continuará pequena”, acredita Rosângela Rocha.

 

Nunes acrescenta que normalmente os filmes que estreavam no Moviecom também estavam em cartaz no outro cinema da cidade, o Cinemark. “Claro que a gente lastima o fechamento de um cinema, mas isso não provoca grandes modificações na oferta de programação”, disse.

 

Os três cinéfilos também afirmam que estão na torcida para que as salas sejam em breve ocupadas por uma outra empresa. “Fica-se torcendo para que outros grupos exibidores – como a UCI e a Hoyt, a primeira inglesa, a segunda australiana – que operam no país manifestem interesse nas salas”, acrescenta Ivan Valença.

 

Multiplex

 

O fechamento reduz ainda mais as opções de cinema na cidade, única do Estado que tem salas de exibição em funcionamento. Roberto Nunes conta que existe uma tendência mundial de redução 

Filmes que não entrarão mais em cartaz
desses espaços. “Apenas 5% dos municípios têm salas de cinema”, conta.

 

E na maioria dessas cidades, como em Aracaju, existe apenas o modelo de cinema multiplex, com várias salas normalmente instaladas em shoppings. Em Aracaju, cinemas de rua, como o Rio Branco, Vitória e Palace fecharam há um bom tempo.

 

Roberto acredita que atualmente o cinema não é mais uma diversão isolada. “As pessoas estão passeando no shopping e decidem ir ao cinema depois das compras”, diz. Para ele, seria muito difícil uma sala de rua se sustentar atualmente. Rosângela Rocha, porém aposta na revitalização de espaços como o Cine Vitória ou o Palace, para promover uma maior diversificação nos títulos.

 

Confira a crônica completa escrita por Ivan Valença sobre o fechamento do cinema.

 

Por Gabriela Amorim

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