13º movimentará mais de R$ 730 milhões em SE

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Com a proximidade do final de ano, o comércio se movimenta na expectativa de que os trabalhadores recebam o 13º salário. De acordo com o Dieese, neste ano em Sergipe mais R$ 730 milhões serão gerados na economia para o pagamento de 624 mil trabalhadores. O montante representa em torno de 3,3 do PIB estadual e o número de trabalhadores representa 4,02% da região nordeste.

De acordo com o economista Luis Moura a maioria são trabalhadores ativos regidos pela CLT. “Os trabalhadores privados representam cerca de 60%, enquanto os servidores públicos são 30%. Alguns desses trabalhadores já receberam a primeira parcela, são os servidores públicos do Estado de da Prefeitura de Aracaju, que pagam uma parcela no aniversário. Os aposentados do INSS receberam em setembro, mas a grande maioria ainda não recebeu”, diz.

Luiz Moura destaca a expectativa do comércio pelo 13º dos trabalhadores
Luiz Moura comenta ainda que a maioria dos trabalhadores receba o benefício no final de novembro, mas não tem como contabilizar no cálculo os trabalhadores informais. “Em uma estimativa, a metade dos trabalhadores são informais, então nós presumimos que o valor que chega a economia é maior do que os R$ 730 milhões”, destaca.

Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 58,2%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 41,8%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 1,3%.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 70,7% (R$ 517,22 milhões) e os beneficiários do INSS, com 29,3% (R$ 214,58 milhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 6,9% (R$ 50,70 milhões) e para os empregados domésticos serão destinados 0,60% ou R$ 4 milhões. Sergipe registra ainda o maior valor médio (R$ 1.171,58), do Nordeste.

“É uma remuneração aguardada com grande expectativa pelo comércio com ansiedade pelos trabalhadores. O que nós recomendamos é que aqueles que recebam o 13º valorizem essa remuneração no sentido de gastar com cuidado, pesquise os preços e se sobrar algum dinheiro, coloque na poupança para asas despesas de início de ano”, aconselha o economista.

Por Bruno Antunes

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