A crise já consumiu um trilhão de dólares

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Já atingiu a expressiva soma de 1 trilhão de dólares a injeção de recursos das autoridades monetárias americanas no seu periclitante sistema bancário. A cada dia, a crise financeira se aprofunda, fazendo as bolsas de todo mundo despencarem.

A Bovespa, mesmo, sucursalzinha do índice Dow Jones da Bolsa de Nova York, acumulou perdas superiores a 30% neste ano. Para o deputado Albano Franco, em conversa com este escriba, a economia real ainda não foi afetada com amplitude, apesar dos países da União Européia terem apresentado crescimento negativo no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Os próprios Estados Unidos cresceram cerca de 3% no segundo trimestre, o Brasil 6% e a China continua crescendo nos níveis elevados de sempre.

Em outras palavras: ainda não se pode falar em recessão. Mas que nuvens negras estão se formando no até então céu de brigadeiro da economia mundial, disso não parece haver dúvidas. Para Albano Franco, tudo vai depender do equacionamento da crise financeira americana. Caso a economia americana entre em recessão, inevitavelmente o resto do mundo a acompanhará, em razão de sua abrangência, já que representa mais de 30% do consumo global. A questão que está sendo colocada pelos economistas é a de qual será a profundidade da recessão. Uma coisa é certa: está se esgotando o período de vacas gordas, por acaso de 7 anos, da economia mundial.

Por Ivan Valença

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