Alguns postos já ficaram sem álcool por 3 dias

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O consumidor pode sentir nos próximos meses o bolso pesar na hora de abastecer o carro. Esse efeito pode ser sentido em conseqüência de alguns postos de combustível estarem tendo dificuldades de estoque tanto de álcool quanto de gasolina comprometendo a comercialização dos produtos. Atualmente, o preço médio do álcool está em R$ 1,89 e o da gasolina, em R$ 2,53.  

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Luciano Levita, destaca que a tendência é de um aumento nos preços das bombas por conta da irregularidade do suprimento dos postos, principalmente, do álcool. Segundo ele, a revenda está

Luciano Levita, presidente do Sindpese
prejudicada.

“O que está ocorrendo é que a logística de distribuição do álcool está passando por dificuldades. Alguns postos, como é o caso do Texaco, são os mais afetados. As distribuidoras estão com uma carência de encontrar o álcool em São Paulo e Mato Grosso, origem de aquisição do produto. Assim, para não dar duas viagens, a transportadora acaba aguardando pelo álcool para também trazer também gasolina”, explica. Nessa espera, alguns postos estão passando de dois a três dias no aguardo do produto.

Wellington: já aconteceu de faltar álcool nas bombas de combustível
“Como solução para ter controle de seus estoques, alguns comerciantes não ajustaram o preço, mas a tendência é de que haja um aumento, principalmente em agosto, já que a safra da cana-de-açúcar termina agora em julho e essa situação tende a piorar”, ressalta.

O proprietário de um dos postos de combustível da capital, Wellington Santos, confirma a situação. “Já aconteceu de faltar [álcool]. A dificuldade está em Maceió. Então, passamos a comprar o produto em São Francisco do Conde, na Bahia, para atender a demanda”, conta. De acordo com ele, os Estados que mais estão comprometidos são Paraíba, Pernambuco, Ceará e Sergipe.

Por Karinéia Cruz e Gabriela Amorim

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