Apesar da alta, Aracaju deixa de ter cesta mais cara do Nordeste

0

Segundo o estudo mensal realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em Aracaju sofreu uma pequena alta de preços em relação ao mês passado, contudo, deixou de ser a mais cara do Nordeste. Dos seis municípios pesquisados na região, a capital sergipana aparece em quarto, mais cara apenas do que em Salvador (BA) e Fortaleza (CE).

 

Em Aracaju, o custo da cesta teve um aumento de 1,8%, enquanto Natal (RN) teve uma variação de 6,52%, tornando-se o maior preço no Nordeste. A maior variação foi a de João Pessoa (7,07%), que ficou em segundo lugar dentre as mais onerosas da região. A cesta mais cara do país continua sendo a de Porto Alegre, com o valor de R$ 200,97, em Aracaju, a alimentação básica sai ao preço de R$ 142,98.

 

Um dos itens com maior elevação, na maioria das capitais, foi a carne. A capital sergipana registrou uma das maiores altas (5,37%), o acumulado no ano chega a 14,95%. Segundo o Dieese, o fato de as exportações deste produto ter aumentado desde o final do ano passado implicou em grande abate e a redução do plantel de bezerros. O que reduziu a oferta do produto, ainda com o agravante de uma entressafra.

 

Os mesmos motivos levaram a um aumento também nos preços do leite in natura. Aracaju foi uma das poucas capitais com uma pequena retração (0,82%) nesse valor. Outra conseqüência do crescimento da exportação da carne bovina foi a elevação no preço da manteiga, apesar da baixa do leite em Aracaju, o derivado sofreu o maior aumento do país, na ordem de 18,73%.

 

A capital sergipana registrou ainda uma pequena baixa no preço do tomate (0,88%) e um significativo aumento no valor do açúcar (3,18%). Em relação a julho de 2006, a cesta básica aracajuana sofreu um aumento de 6,68%.

Comentários