Apesar da crise, economista vê bom momento para compra de imóveis

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Apesar do momento, o planejamento é fundamental (Foto: Hagar Lotte Geyer/Pixabay)

Apesar da retração econômica devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a máxima do mercado financeiro “enquanto uns choram outros vendem lenços” pode ser aplicada ao momento atual. Ao menos no setor imobiliário. Segundo o economista Fernando Carvalho, a maré econômica está favorável para aqueles que desejam realizar o sonho de ter uma moradia própria.

Fernando explica o porquê este é um bom momento para investir em imóveis (Foto: arquivo pessoal)

“Estamos em um período com baixas taxas de juros, financiamentos mais flexíveis e construtoras com promoções excelentes”, resume o economista. Fernando diz que em tempos de crise “o momento é de comprar e não de vender”. Dessa maneira, o sonho da casa própria pode está ainda mais perto para algumas pessoas.

O economista ressalva que é preciso também cautela e tempos como este. “Se a pessoa já tem uma boa poupança guardada para ofertar uma entrada ou vem se planejando há bastante tempo para comprar o imóvel o melhor momento é agora”, salienta. “Mas se ainda está em fase inicial de planejamento é preciso ter em mente se a fonte de renda da pessoa ou da família não sofrerá impactos a médio e longo prazo”, alerta.

Carvalho afirma que a economia vai demorar ainda para “entrar nos trilhos” novamente e isso pode acarretar em demissões ou queda de faturamento para aqueles que são micro-empreendedores. “O ideal é a pessoa ter noção do que pode vir daqui para frente. E está preparada para tudo”, conta. Com isso, ele reitera que este momento é favorável para a pessoa que já possui uma boa renda fixa mensal e que já vem se planejando para comprar um imóvel.

“Comprar um imóvel é um investimento a longo prazo, em média 20 anos. Por isso é importante não ter pressa, apesar do momento ser favorável para compra”, salienta. Fernando diz que a tendência é que o momento se prolongue um pouco mais. “Por isso não é preciso correr achando que amanhã ou depois os preços irão voltar ao patamar cobrado há cinco anos. Vai demorar muito para que tudo volte à normalidade”, orienta.

por João Paulo Schneider 

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