Aracaju foi a capital com o menor valor para a cesta básica entre as 17 capitais

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Todas as 17 capitais brasileiras onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica registraram, em março, alta no preço dos gêneros alimentícios essenciais. Os aumentos foram muito expressivos em cidades como São Paulo (10,49%), Recife (9,74%), João Pessoa (9,49%) e Brasília (9,00%). As menores variações foram verificadas em Natal (2,91%), Fortaleza (3,13%), Manaus (3,31%) e Vitória (3,33%).

Ainda que em seis localidades as elevações para o custo da cesta tenham superado a de Porto Alegre (7,80%), a capital gaúcha continuou a registrar o maior valor para os produtos básicos (R$ 257,07), agora, porém, com um total bem mais próximo do apurado para São Paulo (R$ 253,74). O terceiro maior custo ocorreu no Rio de Janeiro (R$ 240,22). Os menores valores foram anotados em Aracaju (R$ 181,70) e Fortaleza (R$ 182,43).

Variações acumuladas

Também no acumulado dos três primeiros meses deste ano, o custo da cesta básica subiu em todas as 17 cidades pesquisadas.  As maiores variações acumuladas foram anotadas em Recife (17,92%), João Pessoa (15,04%), Salvador (13,96%), Rio de Janeiro (12,59%) e São Paulo (11,20%).  Os menores aumentos foram verificados em Fortaleza (3,09%), Belo Horizonte (4,86%) e Belém (5,58%).

Em comparação com março de 2009, somente em Goiânia a variação acumulada é negativa (-1,10%) e em Fortaleza, o aumento fica apenas em 1,80%. As elevações mais expressivas foram apuradas em Recife (15,12%), São Paulo (14,35%) e João Pessoa (12,35%).


Aracaju

Em março, Aracaju foi a capital com o menor valor para a cesta básica entre as 17 capitais acompanhadas pelo DIEESE. O conjunto de 12 produtos alimentícios essenciais custou R$ 181,70, refletindo uma elevação de 7,15%. O aumento foi motivado, principalmente, pela alta de 52,90% no preço do tomate. Entre janeiro e março, a cesta básica subiu 7,40%, na capital Sergipanaa e em 12 meses a alta chega a 8,56%.

Além do tomate, também subiram: açucar (12,38%), arroz (8,15%), feijao (6,32%), carne (3,67%), pão (0,22%). Quatro itens registraram recuo: óleo de soja, banana (-1,72%), farinha (-0,53%), e o café em pó (-0,41%).

Em comparação com março de 2009, foram apuradas expressivas elevações para produtos como açúcar (65,03%), tomate (50,71%). Também subiram os preços da carne (13,04%), banana (10,11%), pão (4,77%), café (2,54%), e leite (2,52%).  Cinco itens ficaram mais baratos: feijão (-28,65%), arroz (-18,92%), manteiga (-10,06%), farinha (-3,59%), óleo de soja (-2,38%).

O trabalhador sergipano remunerado pelo salário mínimo (R$ 510,00) necessitou despender 78 horas e 23 minutos para comprar os alimentos básicos, uma jornada maior que a exigida em fevereiro (73 horas e 09 minutos) e inferior à de igual mês em 2009, que correspondia a 79 horas e 11 minutos.

Resultado semelhante é observado quando é feita a comparação entre o custo da cesta alimentar e o salário mínimo líquido – após o desconto da parcela referente à Previdência Social.  Em março último, a cesta comprometia 38,73% do mínimo líquido, porcentagem maior que os 36,14% necessário em fevereiro, e menor que os 39,12%, de março do ano passado.

Fonte: DIEESE

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