Auditoria encontra servidores na folha de Alagoas e Sergipe

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Alexandre Lajes (Foto: Agência Alagoas)
Uma auditoria realizada na folha de pagamento no Governo de Alagoas detectou que 50 servidores estaduais alagoanos estão na folha de pagamento de Sergipe. O relatório final foi entregue ao governador alagoano, Teotonio Vilela (PSDB). O documento foi resultado de um trabalho realizado desde julho deste ano, por uma comissão formada pela Controladoria Geral do Estado, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Gestão Pública (Segesp) e do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec).

“Nós fizemos cruzamento, via INSS, e detectamos que existem 50 funcionários de Alagoas que também são funcionários do Governo do Estado de Sergipe”, informou, por telefone, o controlador-geral do Estado de Alagoas, Alexandre Lages. O cruzamento das informações foi feito por meio do número do CPF dos servidores. A Controladoria alagoana está convocando os funcionários para prestar esclarecimentos. “Tem alguns casos que essas acumulações são permitidas: professor, médico. Cada caso é um caso”, alertou Lajes.

Os servidores serão ouvidos por uma Comissão de Acumulação de Cargos. Caso seja detectado a irregularidade, o servidor terá que fazer a opção entre Alagoas ou Sergipe e devolver o dinheiro para o Estado onde ele deixar de atuar. “Ele terá que devolver o dinheiro todo já que recebeu irregularmente”, disse Lajes.

Segundo Lajes, as informações sobre a folha de pagamento do Governo de Sergipe foram enviadas, parcialmente, pela Controladoria Geral de Sergipe. O restante, de acordo com ele, seria enviado diretamente a João Vieira, coordenador de auditoria interna do INSS.

Sobre possíveis irregularidades graves em relação aos 50 servidores que estão na folha de pagamento de Sergipe e Alagoas, Lajes voltou a dizer que cada caso é um caso. “Têm casos de pessoas que moram na divisa. Por exemplo, um professor dá aula pela manhã em Alagoas, à tarde atravessa o rio e vai para Sergipe. Cada caso será analisado”, avisou. O controlador-geral alagoano frisou que o segundo passo é a Comissão de Acumulação descobrir se o acúmulo de cargos é ilegal. Ele revelou que a maioria é de professores e médicos.

Por Paulo Rolemberg

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