Aumento do salário mínimo desagrada aos sergipanos

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O aumento de 7,36% no salário mínimo do brasileiro, anunciado pelo Governo Federal no fim de 2007 não agradou aos sergipanos. De acordo com a população, o valor, que será reajustado em maio e passará de R$ 380 para R$ 408,90, é insignificante para suprir as despesas.

O Portal Infonet saiu às ruas para ver o que pensa o público sergipano sobre o aumento. Confira a opinião dos entrevistados. 

Ayslan diz que governo justifica valor com fim da CPMF
O taxista Ayslan Conceição diz que o aumento é insatisfatório e que o governo irá justificar o valor com o fim da CPMF. “É um absurdo que o trabalhador brasileiro tenha que ganhar R$ 408,90 para trabalhar praticamente o dia inteiro. O que você pode fazer com R$ 28? Esse valor não paga água, luz nem telefone. A CPMF acabou, mas o governo aumentou o IOF e ainda disse que faria reduções no orçamento econômico do país. Quem mais sofre neste país são os pobres, que dependem deste salário. Acredito que o aumento deveria ser de, no mínimo, R$ 50”, diz Ayslan.

O funcionário público Antônio Francisco concorda com o taxista e diz que não acha justa a igualdade de despesas com os funcionários entre empresas e pessoas físicas. “Uma empresa paga ao seu funcionário a mesma quantia que eu pago à minha empregada. Não acho correto. Se a empresa ganha R$ 10.000 ao mês, paga R$ 380. Se uma pessoa ganha quatro salários mínimos, paga um a um funcionário. Essa equivalência não faz sentido. É mais um dos absurdos desse país”, explica Antônio. 

Para Aziel, o valor do reajuste não compensa o aumento dos produtos
Gerente de vendas há mais de dois anos, Aziel Santos afirma que está insatisfeito com o aumento dado pelo governo. “O salário sofre um aumento muito pequeno, mas os impostos, INSS, FGTS que pagamos também aumentam. Na verdade, tudo aumenta muito, mas o salário do brasileiro continua mínimo”, diz Aziel.

Sem saber do aumento do salário mínimo, a dona de casa Giselda dos Santos levou um susto ao ser informada sobre o reajuste. “Só R$ 408? O que eu vou fazer com um aumento de quase trinta reais? O governo cada vez mais cria e aumenta impostos. Acho que é por isso que tantos brasileiros querem arriscar melhores condições de vida fora do país”, comenta Giselda. 

Para Elizandra, o reajuste só faria sentido se houvesse congelamento de preços
A vendedora Elizandra Ramos também mostrou indignação com o reajuste. “Não adianta aumentar o salário e, ao mesmo tempo, todos os produtos sofrerem aumento. A gente acaba gastando ainda mais. Se houvesse um congelamento dos preços, mas nada disso é feito. O preço dos produtos está cada vez mais alto. O leite então, nem se fala”, diz a vendedora.

Genilza Andrade é divulgadora de empresas e diz que não há quem goste desse aumento. “Com R$ 28,90 não dá nem para comprar um gás de cozinha. Quer dizer, não dá para o mínimo da alimentação. Acho que esses governantes estão cada vez mais favorecendo aos ricos. Vivemos num país onde pobre nunca terá a chance de crescer na vida, se depender da vontade do governo”, fala Genilza.

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