Bancários de Sergipe realizam novo ato grevista

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Bancários estiveram reunidos nesta terça-feira no centro de Aracaju (Foto: Portal Infonet)

Prestes a completar um mês desde o início da greve dos bancários em âmbito nacional, a categoria em Sergipe realizou nesta terça-feira, 4, mais uma caminhada na região central de Aracaju. A mobilização tem o intuito de pressionar a classe patrona para uma nova rodada de negociação e consequentemente uma nova proposta de reajuste para a categoria.

Conforme Ivânia Pereira, presidente do Sindicato dos Bancários em Sergipe, os patrões estão seguindo uma linha política de não oferecer reajuste maior que 7%  aos bancários. “Só para ter uma ideia, a última rodada de negociação foi na semana passada e até agora não tivemos nenhum sinal da próxima. Nós vamos esperar a repercussão desse ato para que eles tomem uma posição”, acrescentou. Ainda segundo a sindicalista, durante a semana está prevista outras caminhadas com apitaço como parte da agenda de luta da greve.

Os bancários querem reajuste em torno de 14%, que comportaria 9,62% da inflação, e o restante seria o ganho real no salário da categoria. A proposta dos patrões é de reajuste em 7% mais um abono em torno de R$ 3 mil.

População

Greve está prestes a completar um mês

Em quase um mês de greve, todas as operações bancárias por parte da população precisaram ser feitos nos caixas eletrônicos ou por outros meios. Em uma agência bancária no centro da cidade nesta terça-feira, por exemplo, usuários reclamavam que não havia envelopes para depósitos nos caixas. “É complicado porque nós estamos com os serviços limitados e mesmo assim não funciona. Fui fazer um depósito agora e não tem envelopes. Vou precisar ir em outra agência”, reclamou o seu Valmir.

Fenaban

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em última proposta feita aos bancários, afirmou que a oferta é a mais adequada para o momento. “Consiste em um reajuste de 7% para os salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300,00 a ser pago até 10 dias após a assinatura do acordo. O valor fixado para o abono está 10% acima da proposta inicial apresentada no dia 29 de agosto e, somado ao reajuste no salário, superior à inflação prevista para os próximos doze meses, representa um ganho expressivo para a maioria dos bancários. A FENABAN entende que o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa”, informou em nota.

Por Ícaro Novaes e Verlane Estácio

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