Brasil não sofrerá efeitos da crise, diz ministro

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Economia brasileira está imune
Segundo declarações recentes do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o país está imune à crise americana. Já o Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, está seguro de que a balança comercial não apresentará déficit nem mensais nem anuais, isto prá não falar no loquaz otimismo do presidente Lula. Aliás, nossas autoridades são pródigas em cunhar expressões otimistas quando o tempo escurece lá fora, vide “o Brasil é uma ilha de tranqüilidade”, do então ministro Reis Veloso, do Planejamento, por ocasião do primeiro choque do petróleo em 1973, lembram-se? E deu no que deu.

Mas, contrariando as previsões das autoridades, o Bovespa, o mais importante termômetro dos negócios no país, vem tendo fortes abalos sísmicos nos últimos dias. Na semana passada, caiu 5% puxada pelas ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce que despencaram em 6,83% e 6,58%, respectivamente. Tudo isto num só dia. Como se sabe petróleo e minério de ferro são commodities, e o grosso da pauta de exportações do Brasil é de commodities, cujas cotações são feitas no mercado internacional, a exemplo da soja, carne, suco de laranja, açúcar, etc.

Mesmo que não ocorra uma recessão nos moldes dos anos 30, com certeza a economia mundial, na melhor das hipóteses, crescerá menos e, com isso, os preços das commodities e as quantidades exportadas tenderão a cair. Como maior exportador mundial de soja e minério de ferro, o Brasil terá que se adaptar a essa nova realidade. E também crescerá menos.

Mas não chegaremos ao ponto de queimarmos os estoques de soja, como fizemos com os de café nos anos 30 para que os preços não caíssem. E que, por sinal, deu certo, já que a renda do setor cafeeiro foi mantida. Os tempos são outros e a economia brasileira está infinitamente mais diversificada, não dependendo de um único produto de exportação.

Por Ivan Valença

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