Cardápios de hotéis devem conter produtos sem glúten

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Audiência com representantes da rede de hotelaria de Aracaju no MPE (Fotos: Portal Infonet)

Presidente do Sindhotre, Manoel Lisboa, diz que medida é denecessária

Estabelecimentos da rede de hotelaria de Aracaju terão que incluir no cardápio dos seus restaurantes, alimentos especiais sem glúten e lactose para os consumidores que sofrem de intolerância alimentar. Isso, além de colocarem placas com informações específicas sobre o produto que está exposto na mesa do café da manhã.

A adoção das medidas foi discutida nesta quarta-feira, 05, em uma audiência extrajudicial realizada na sede do Ministério Público Estadual (MPE) e não agradou aos empresários da rede de hotelaria, segundo informa o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Bares de Sergipe (Sindhotre), Manoel Lisboa.

“Isso é mais um ônus que vem ser imputado a nossa classe. É uma exigência que não faz sentido até porque a hotelaria já oferece no mínimo 14 itens que atendem essa demanda, segundo um levantamento que fizemos”, explica ele, ao ressaltar que em alguns lugares do país os hotéis se anteciparam e já colocam placas com informações dos produtos especiais na mesa por iniciativa própria.

“Mas, é livre mercado e em nosso entendimento cabe ao hóspede fazer a triagem e decidir que vai ficar em tal hotel porque ele oferta o que ele precisa", ressalta. Mesmo diante da insatisfação do presidente do Sindhotre, todos os hotéis de Aracaju terão que adotar as medidas sugeridas pelo MPE. “Porque não é justo um consumidor que tem tolerância ir tomar café da manhã no hotel que está hospedado e ele não encontrar nenhum tipo de opção para sua alimentação”, informa a promotora de Justiça dos Direitos do Consumidor, Euza Missano.

O gerente de alimentos e serviços veterinários da Vigilância Sanitária do Município (Covisa), Juliano Pereira Santos, informa que será realizada uma vistoria nos hotéis da capital. “Não recebemos reclamação ainda e não encontramos irregularidades nos hotéis direcionadas para esse foco. Estamos aguardando a conclusão dessa audiência para definir uma ação que vai ser executada junto com a inspeção normal do hotel”, explica.

A preocupação, de acordo com Juliano Pereira, é no sentido de prevenir que o consumidor que tem esse tipo de restrição alimentar venha consumir de forma inadvertida um produto que contenha esses itens aos quais ele é alérgico ou intolerante.

Por Moema Lopes 

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