Cartões movimentam R$800 milhões em SE no primeiro semestre

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Luís Moura, economista do Dieese
Informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) apontam para um  crescimento de 22% no uso de cartões de crédito em Sergipe. Durante o 1º semestre de 2006, o sistema de pagamento movimentou R$ 800 milhões na economia local e R$ 113,7 bilhões nacionalmente. O segmento já atinge 30% da população e beneficia não só pela praticidade na compra, mas também pela certeza de pagamento ao lojista.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), até agora houve uma acréscimo de 17% na emissão de cartões, se comparado ao primeiro período de 2005. Avanço que, segundo Luís Moura, economista do Dieese, também acontece no Estado. “Os cartões são responsáveis por 30 a 33% do mercado financeiro do Estado hoje em dia. É muito cômodo para o consumidor utilizá-lo, mas deve haver um controle”, adverte Luís.

De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o uso dos cartões é mais comum nos shoppings, onde 90% das lojas operam com o sistema, contra provavelmente 50% no centro da cidade. “Algumas lojas hoje têm 70% a 80% da vendas feitas com o cartão de crédito. E isso se deve à praticidade para o cliente e à segurança para o lojista. Com os cartões de crédito, nós temos uma garantia de recebimento do pagamento, o que possibilita o capital de giro necessário ao comerciante. Mas o consumidor deve ter bom senso ao usá-lo” comenta o presidente da CDL, Gilson Figueiredo.

Para os dois entrevistados, o que mais prejudica o consumidor no uso do cartão é o impulso e a falta de planejamento na compra. “Deve-se evitar o pagamento mínimo da fatura”, comenta Luis. Ele explica que ao se pagar o valor mínimo, na verdade está se fazendo um ‘renegociamento da dívida’, e cobrados os juros altos dessa transação.

Hoje, no Brasil, existem 338 milhões de cartões de crédito, o que dá uma média de quase dois cartões por habitante. No entanto, só 30% da população brasileira têm renda suficiente para utilizar os cartões. Esse é mais um indicador da desigualdade social no Brasil.

TEF

Gilson Figueiredo, presidente da CDL
Há algumas semanas os bares e restaurantes já estão liberados da cobrança pela Transferência Eletrônica de Fundos, ativada quando os clientes usam cartões de crédito. Segundo Gilson Figueiredo, depois de várias reuniões, o problema está parcialmente sanado, e foi encontrada uma solução para os bares e restaurantes. “Esses estabelecimentos estão desobrigados de usar o TEF, desde que estabeleçam um acordo com a Secretaria da Fazenda para a cobrança do ICMS”, comentou Gilson. Os que aderirem a esse acordo podem ser liberados da cobrança TEF.

O sistema TEF exige do estabelecimento um grande investimento com equipamento adequado e manutenção. Esse era um dos problemas apresentados pelos pequenos empresários, assim como o tempo excessivo que estava se gastando para o usar o sistema. Com a obrigatoriedade do uso da TEF, a maioria dos bares da cidade não estava aceitando cartões de crédito. “Era estranho um turista vir para Aracaju e não poder usar o cartão”, comenta Luis Moura.

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Por Ben Hur Correia e Carla Sousa

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