Ceasa: MPE entende como grave situação da Central

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MPE  dá prazo para resolver problemas na Ceasa  (Foto: Portal Infonet)

Os problemas estruturais do Central de Abastecimento de Aracaju (Ceasa) foram novamente discutidos na manhã desta sexta-feira, 20, no Ministério Público Estadual (MPE). Devido aos problemas apresentados e que são vividos pelos feirantes e consumidores, o MP avalia a situação como grave.  A Vigilância Sanitária e Defesa Civil Municipal farão nova inspeção nas áreas do Ceasa. O prazo dado para resolver os problemas é de 40 dias.

Durante a audiência, a vigilância Sanitária informou que houve denúncias acerca das condições sanitárias e físicas do CEASA. O coordenador da Vigilância Municipal, Ávio Brito, informou que uma equipe foi enviada ao local para realizar vistorias em quiosques individualizados.

No relatório, segundo informou o coordenador, consta que o CEASA funciona de forma precária, com a existência de cupins, ratos, esgoto expostos, fossas entupidas, estando os feirantes e os frequentadores sujeitos a riscos de saúde pela inadequação sanitária do local.

“A quantidade de lixo é muito grande, fazendo crer ao coordenador que a área não é lavada a, aproximadamente, uns 10 anos. Foi encaminhado relatório ao responsável pela administração do CEASA. Na atual condição sanitária encontrada em Julho/2013 do CEASA, não tendo a menor condição de funcionamento, não tendo sido interditado pela Vigilância tão somente pelo caos social que geraria”, registrou a Vigilância no Termo de Audiência.

Já o Corpo de Bombeiros esclareceu que foi realizada vistoria em 10/06/2014, apresentando relatório com inadequações, pela falta de projeto de combate a incêndio e pânico. O MPE , no entanto, pede que a ASSUCEAJU (Associação dos usuários do Ceasa de Aracaju apresente um projeto de combate a incêndio e Pânico.

O presidente da ASSUCEAJU, Edson dos Santos Silva, explica que assumiu o local, há pouco mais de 2 meses e que não teria recebido o relatório da Vigilância Sanitária. Contudo, garantiu que “vem tentando melhorar as condições sanitárias do CEASA, adequando aos relatórios de vigilância sanitária, todavia entende que algumas adequações deveriam ser realizadas pelo Estado, uma vez que o prédio pertence a este”.

Cohidro

A COHIDRO (Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe) informou durante a audiência, que o estado tem intenção de melhor estruturar o CEASA em outro local, por entender que desativar o local causaria “um grave problema social”. O MPE deu prazo de 40 dias, para que a ASSUCEAJU mantenha gestão com a COHIDRO “para que ambas regularizem a situação jurídica da cessão da área onde hoje funciona comercialização atacado e varejo de hortifrutigranjeiros e outros itens, denominado CEASA”.

Por Eliene Andrade

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