Comerciários participam de novas negociações

Ronildo Almeida (Foto: Arquivo Portal Infonet)

A segunda rodada de negociações aconteceu na tarde desta segunda-feira, 16, na sede da Federação do Comércio, entre representantes dos comerciários e da classe patronal. A categoria reivindica piso unificado de dois salários mínimos, reajuste real de 15% e reposição das perdas em 100% do INPC – Índice Nacional de Preço ao Consumidor.

Isso além de adicional de 150% da hora extra, 40 horas semanais de trabalho, ticket refeição, cesta básica, auxílio creche e que toda convenção coletiva de trabalho em vigor seja ratificada.

A questão da implantação do banco de horas voltou à pauta das discussões. De acordo com o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços (Fecomse), Ronildo Almeida, a proposta do setor patronal não é condizente com a realidade dos trabalhadores que lutam por redução da carga horária de trabalho.

“Reeditar o famigerado banco de horas, que tanto prejuízo causou ao trabalhador é uma proposta indecente, contrária ao movimento nacional em defesa de uma jornada de trabalho menor. A classe política que defende tanto o setor patronal tem que entender que do outro lado do balcão tem uma categoria que necessita de reajuste salarial, condições de trabalho, e novas conquistas. O governador do estado também precisa saber da difícil situação que passa os trabalhadores do comércio, com baixos salários”, lamenta Ronildo Almeida.

A pauta de reivindicações foi entregue em 28 de março à direção da Federação do Comércio do Estado de Sergipe, já que a data-base da categoria é 1º de maio.

Negociações

"Não houve proposta concreta do setor patronal dos supermercados no sentido de negociar a conveção coletiva dos trabalhadores. O que eles querem é tentar um retrocesso, tirando alguns direitos já conquistados. Em vários estados se discute as melhorias salariais e das condições de trabalho, assim como a redução da jornada, mas em Sergipe isso não é discutido", comenta Ronildo Almeida.

Ronildo destaca que em virtude do não avanço das negociações, uma reunião de mediação irá acontecer na Suérintendência Regional do Trabalho (SRTE) na próxima sexta-feira, 20. "Esta mediação é para que pssamos melhorar a situação e os poucos benefícios que conquistamos", afirma.

Por Aldaci de Souza e Verlane Estácio

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