Comércio fechado reduz inadimplência e número reflete crise no setor

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Comércio em Sergipe está fechado desde o dia 20 de março (Foto: Sergio Silva)

A inadimplência dos sergipanos, desde que iniciada a pandemia da Covid-19, vem registrando queda. Em abril, a redução foi de 34% em relação aos meses anteriores. Em tempos normais, esse seria um número a se comemorar pelo setor – afinal, significa que mais consumidores estão em dia com as contas. Só que com o comércio fechado, essa redução é reflexo de um efeito reverso. Vários segmentos deixaram de vender, por estarem com as portas fechadas por força de decreto – o que significa menos consumidores comprando.

De acordo com a gerência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em Aracaju, por estarem fechadas, as empresas não vendendo e consequentemente não estão negativando os consumidores. Durante o mês de abril, houve uma queda de 32% nas consultas de lojistas a CPF’s de consumidores – o que retrata essa crise no comércio. Segundo o SPC, isso representa cerca de 7,5 mil consultas a menos em abril.

Se os números forem comparados com o mesmo período do ano passado, quando o comércio funcionava normalmente, a disparidade é ainda maior. Houve redução de 51% no número de consultas, ou seja, 12 mil consultas a menos foram registradas em abril desse ano. No entendimento da gerência do SPC, são números que retratam o momento delicado enfrentado pelas empresas, e torna o cenário imprevisível para os próximos meses.

O comércio considerado não essencial, em Sergipe, está fechado desde o dia 20 de março, após decreto do Governo do Estado. Durante a pandemia, o governador Belivaldo Chagas chegou a se reunir com empresários e definir flexibilização para alguns setores do comércio, mas a medida foi revogada no primeiro dia de vigor.

Por Ícaro Novaes

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