Consenso dá um norte ao Sebrae-SE

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Encerra-se nesta 5ª feira a era Zezinho Guimarães (e, por consequência, de José Thomaz Vasconcelos, até agora presidente do Conselho) na qualidade de Superintendente do SEBRAE. Bem que este Portal de noticias tinha previsto na semana da eleição que gerou toda a confusão: “Zezinho pode ganhar a eleição mas perdeu o prumo”. E perdeu mesmo. Se bem que, naturalmente, ele tentou de tudo para poder se manter por mais um mandato à frente do SEBRAE, mas, afinal, num beco sem saída, afastou-se do processo. As entidades empresariais sentiram-se livre, portanto, para encontrar o caminho do consenso

Na 6ª feira foi montada uma chapa de consenso, formada pelo Sr. Emanoel Sobral, da Federação da Agricultura, como Superintendente; Sadi Gitz, da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, como presidente do Conselho; Gilson Figueiredo, da Câmara de Dirigentes Lojistas, como diretor técnico e, finalmente, Marcelinho Barreto, ex-PRONESE, como diretor administrativo-financeiro

Nesta troca de comando, quem saiu ganhando foi, sem dúvida, Sua Excelência, o dr. Déda, que marcou posição desde aquele rompante que condenou a reeleição, pela 4ª vez, do sr. Zezinho Guimarães para o SEBRAE. A fase de “terror dos governadores” de Zezinho, conquistada a partir do momento que derrotou o então governador Albano Franco, chega, portanto ao final. Já Déda tem chance de restabelecer relações com as lideranças empresariais e passa a ter no SEBRAE um importante aliado para firmar parceiras em prol das micro e pequenas empresas e fortalecer as entidades empresariais que de um modo em geral restabelecem relações com o governo.

Nasce um novo tempo

Há outros vencedores no processo: o presidente da FECOMERCIO, sr. Hugo França, que se revelou um paciente empresário, conquistando a vitória de tirar na Justiça o voto que poderia manter Zezinho no páreo; e o sr. Laércio Oliveira, que comandou a chapa da oposição mas retirou seu nome em favor de um consenso que dará novo rumo ao SEBRAE.

É bom ressaltar que Zezinho Guimarães começou a semana passada jogando a toalha. Ele sentiu que não tinha mais condições de continuar pleiteando a Superintendência, depois de tantos acontecimentos que causaram desavença entre os empresários. Sem sustentação e perdido na Justiça, ele se afastou do processo sucessório, abrindo caminho para que as entidades classistas pudessem se reunir e encontrar modos de gerir a entidade, sem a sua presença. Pode nascer agora um novo tempo para o SEBRAE-SE.

Estratégia errada

A entrevista de Zezinho Guimarães a TV Atalaia, acusando o presidente da FECOMERCIO, sr. Hugo França, de ter recebido mimos, foi a pá de cal em toda a desavença que rondou este episódio do SEBRAE. Ora, todos conhecem o sr. Hugo França e sabem do seu caráter e sólida reputação. Não seria lançando suspeitas absurdas como já tinha feito anteriormente, que o sr. Zezinho Guimarães conquistaria apoios. Atacar Hugo França, sem dúvida, foi uma estratégia das mais erradas. Deu no que deu.

Por Ivan Valença

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