Construção Civil: continua impasse salarial

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Trabalhadores lutam por melhores salários/Fotos: Arquivo Infonet
Trabalhadores da construção civil continuam apreensivos com o que consideram falta de sensibilidade dos patrões quanto ao reajuste salarial.  A categoria se reuniu em assembléia no último dia 10 e decidiu rejeitar a proposta patronal, de aumento de 9%.  Os trabalhadores reivindicam 13% e devem se reunir em nova assembléia na próxima semana.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Jaime Umbelino de Souza, a categoria está com os salários atrasados há dez anos.  “Nós procuramos o Dieese e a informação é de que devemos nos basear por regiões. Para a nossa surpresa, Sergipe está atrás da Bahia, Alagoas e Pernambuco, quanto a questão salarial”, informa destacando que a categoria estava reivindicando 15%, já baixou para 13%, mas os patrões acenam com 9%, o que para os trabalhadores não é vantagem justamente por conta da defasagem ao longo dos dez anos.

Jaime Umbelino disse ainda que já entregou o resultado da assembléia do último dia 10, ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Sergipe (Sinduscon).  “Estamos aguardando uma resposta, pois a categoria está apreensiva com a insensibilidade dos patrões. Para se ter uma idéia, proporcionalmente Sergipe hoje constrói mais do que os Estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco e recebemos os piores salários”, lamenta.

Sede do Sinduscon
“Proposta irredutível”

No Sindicato da Industria da Construção Civil, a informação do presidente da entidade, Ubirajara Madureira Rabelo é de que foi feita a proposta de 9, 5%. “Essa proposta é irredutível. Caso os trabalhadores não aceitem, é daqui direto para a Justiça, pois foi o índice que ficou acertado em reunião da diretoria e não podemos avançar mais”, enfatiza.

Por Aldaci de Souza

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