Coronavírus: máscaras e álcool gel continuam em falta nas farmácias

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Laboratórios não conseguem produzir para suprir demanda (Foto: Josafá Neto/Arquivo UFS)

A indústria brasileira e os laboratórios especializados ainda não estão conseguindo atender à demanda para compor os estoques de álcool gel e máscaras, cujas vendas dispararam nesse mês em consequência da pandemia declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em função da disseminação do coronavírus, o COVID-19, no mundo. De acordo com informações do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Sergipe (Sicofase), Alex Garcez, há mais de 15 dias os pedidos foram formalizados, mas os fornecedores não estão conseguindo entregar os produtos.

Além do desabastecimento, os comerciantes também foram surpreendidos com a elevação dos preços desses produtos, que atualmente chegam ao patamar de até R$ 50, dependendo do fabricante, aqueles materiais que antes da pandemia poderiam ser adquiridos por algo entre R$ 16 a R$ 20. Há situações, conforme o presidente, que os comerciantes estão adquirindo o produto com fornecedores com o valor que antes era praticado no varejo.

“A demanda está grande e a indústria desenvolveu para abastecer hospitais, para atender à demanda emergencial para depois as farmácias”, diz. Com isso, até as empresas que comercializam equipamentos de proteção individual estão também enfrentando dificuldades para comercializar máscaras e álcool gel.

Quando esses produtos chegam ao mercado, os comerciantes estão limitando em três o número de unidade máxima a ser comercializada para cada consumidor, uma alternativa para atender ao maior número de clientes possível.

Orientações

Assim como o álcool gel, os estabelecimentos comerciais também não estão dispondo de álcool líquido 70%, que possui concentração considerada excelente como bactericida. O presidente do sindicato alerta para a problemática e pede a compreensão dos consumidores, orientando-o a permanecer em casa, usando sabão e água para realizar a higienização com frequência e economizar o uso desses produtos que permanecem escassos no mercado.

Para o presidente do sindicato, não basta o consumidor se ater ao coronavírus. É necessário também, conforme frisou, ficar atento a outras doenças viróticas e bacterianas, de fácil contaminação. Necessário também o consumo de alimentos que contenham vitamina C e, em caso de uso de suplemento, buscar orientação com o farmacêutico presente em todas as farmácias. O uso indiscriminado e de forma exagerada desses componentes também poderá trazer efeitos indesejados à saúde, conforme alerta Alex Guedes.

 

por Cassia Santana

 

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