Cresce abertura de empresas em Sergipe

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Indiferente à tão falada crise econômica o setor empresarial de Sergipe tem apresentado um bom crescimento nestes primeiros meses de 2009. De acordo com dados da Junta Comercial de Sergipe (Jucese) em janeiro e fevereiro foram constituídas 726 empresas. No mesmo período de 2008 foram 649.  

 

Um dos setores que mais cresce é o de venda de confecções. Para quem está se lançando agora neste ramo, como é o caso da empresária Ana Paula Vasconcelos, este não é momento de falar em crise, pelo menos neste setor. “A crise não é generalizada. Alguns setores estão sofrendo, como o de veículos e de imóveis, mas outros não sofreram alteração como é o ramo de vestuário”, afirma.

De acordo com o consultor de empresas do Sebrae, Celso Patrício da Silva, a orientação para quem quer abrir um negócio continua sendo a mesma de sempre: cautela e informação. “Pode ter um produto excelente, mas tem que ter consumidor”, explica, daí a importância da chamada pesquisa de mercado. Além disso, ele explica que é fundamental que a pessoa tenha perfil empreendedor.

Patrício: “não há receita pronta para o sucesso de um negócio”
Celso conta que os pequenos e médios empresários em Sergipe ainda não foram afetados pela turbulência econômica. “Há alguns anos atrás 50% das empresas fechavam antes de completar dois anos, atualmente este número caiu par 27%”. A razão para tal evolução, segundo ele, é que antes da abertura das empresas as pessoas tem buscado informação e se planejado melhor.

O Segredo

“Planejamento é a base para qualquer atividade. E quanto mais conhecimento adquirir terá mais oportunidade de elaborar um projeto viável”, afirma. Foi isso que fez Ana Paula. Ela conta que estudou bem o mercado antes de se lançar na área de confecções. “Já venho acompanhando os números há algum tempo e percebi que há carência do mercado”.

Toda atividade empresarial, segundo Patrício, é de risco e, “atualmente o risco é de não encontrar mercado”, completa. Com o crescente número de desempregados – os números de 2009 são os menores desde 2002 – a cautela para os novos empresários tem que ser redobrada. “Ele tem que trabalhar para minimizar esses impactos negativos”, explica o consultor.

Para que um negócio dê certo um dos conselhos que o consultor dá é ter criatividade e oferecer ao cliente algum tipo de diferencial. “Não dá para ser apenas mais um”, completa, acrescentando que “não existe receita pronta para o sucesso de um negócio”.

Por Carla Sousa

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