Crescimento da economia não põe em risco meta de inflação, afirma ministro

0

O crescimento da economia é sustentável e não põe em risco o cumprimento da meta de inflação, garantiu hoje o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa. A meta de inflação deste ano é de 4,5% pelo IPCA podendo chegar ao limite de 6,5%.

Para justificar sua afirmação, o ministro apresentou dados recentes da produção industrial que mostram evolução de 111,6 pontos no setor contra os 88,8 pontos registrados no final de 2008, quando eclodiu a crise financeira internacional. Naquela ocasião, houve queda de 20% no índice. No início do último trimestre de 2008, antes da crise refletir na economia do país, o indicador chegou a registrar 111,8 pontos.

Barbosa reafirmou que o que vem determinando o forte crescimento da economia é o mercado interno, com o desempenho da oferta de emprego. Em 2003, a taxa de desocupação se aproximou de 13% da população economicamente ativa e em 2010 caiu para 6,8%.

“O mercado de trabalho brasileiro, com o aumento do emprego e aumento da renda, tem sustentado o aumento do consumo que é um dos fatores principais do Brasil no últimos meses”, disse.

Segundo Barbosa outro fator é a expansão do crédito, que, segundo dados recentes do Banco Central atingiu 45% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de bens e serviços produzidos no país, o que representou aumento de 16 pontos percentuais desde o lançamento do PAC.

“Saiu de 29% no final de 2006 para 45% agora”.

O ministro disse que o governo mantém projeções conservadoras para o crescimento da economia, que nas estimativas oficias deve ficar em 5,5%. O mercado financeiro, no entanto, já prevê uma elevação do PIB de no mínimo 6,5%.

Nelson Barbosa participou da cerimônia de divulgação do décimo balanço do PAC, referente ao período do 2007-2010.

Fonte: Agência Brasil

Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais