Crise não deve afetar vendas de ovos de páscoa

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Alta do preço não deve reduzir consumo
A demanda de chocolate no Brasil cresce e isso tem levado o país a importar cacau, notícia que não deve agradar aos amantes da iguaria mais consumida nesta época do ano. A alta do dólar em relação ao mesmo período do ano passado deve deixar menos doce a páscoa dos chocólatras.

“Está tudo muito caro, tem ovo até de R$ 27. Esse ano o jeito é diminuir o tamanho ou escolher os sobrinhos que ganham”, conta a aposentada Joseane Silva. Ela representa o comportamento mais comum nesta época: reclama, troca o produto, mas não deixa de comprar, fazendo a festa dos comerciantes.

 Preço foi mantido em alguns lugares
Nos supermercados e principalmente nas bombonieres, o clima é de euforia dos empresários. Em uma das mais conhecidas casas de doces de Aracaju, a expectativa é de que as vendas aumentem 80% até o domingo posterior à sexta-feira santa. “Faltando umas três semanas é que o movimento cresce bastante”, diz Mércia, gerente do estabelecimento.

Segundo ela, o preço cobrado pelas indústrias de chocolate aos comerciantes aumentou. “Mas é bom o consumidor pesquisar bastante porque tem lojas como a nossa que preparou estoque e ainda negocia ao preço antigo”, sugere. Em outras casas do gênero no centro da capital, a solução para driblar os altos valores foi a oferta de parcelamento em até

Lojas facilitam pagamento para driblar preços altos
quatro vezes sem juros.

Em uma pesquisa pelas lojas de departamento, supermercados e casas de chocolate mais refinadas nota-se que o ovo de páscoa tamanho 15 varia entre R$ 14,99 em supermercados enquanto os mais sofisticados saem por R$ 64,99. Os menores, como citou dona Joseane no começo desta reportagem, custam entre R$ 3 e R$ 10.

Já os coelhinhos feitos com chocolate com baixa estatura têm preço médio de R$ 4. Se você adora as guloseimas feitas a base de cacau e não se importa muito com a data, faça como a estudante Gleice Queiroz. “Espero a folia da páscoa passar e vou uma semana depois no supermercado. Fica tudo mais barato”, recomenda.

Por Glauco Vinícius e Aldaci de Souza    

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