Crise reflete na concessão de crédito pessoal

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A crise financeira internacional teve um efeito mais forte na concessão de crédito para pessoa física no país no início de outubro. Segundo dados divulgados hoje, 22, pelo Banco Central, o crescimento do volume de crédito concedido nos oito primeiros dias deste mês foi de 3,2%, na comparação com o mesmo período de setembro. No mês passado, o crescimento em relação a agosto foi de 3,5%.

Para as famílias, a concessão permaneceu estável e para as empresas, subiu 5,6%. Os dados preliminares dizem respeito ao crédito referencial para a taxa de juros (operações consideradas para o cálculo das taxas médias de juros). Se for descontada a variação cambial de 19,5% nesse período, houve decréscimo na concessão de crédito em todo o sistema de 0,2% e de 0,3% para as empresas. O estoque de crédito em moeda estrangeira é superior a 7%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o resultado é reflexo da greve dos bancários e da crise financeira internacional. Lopes afirmou que há “conservadorismo”, tanto de clientes quanto dos bancos por conta da crise. No caso do tomador, ele lembrou que os bancos enfrentam restrição de acesso a recursos e estão fazendo uma “análise mais rigorosa” na hora de conceder financiamentos.

A taxa geral de juros anual passou de 40,5% para 41,6%. Para as famílias, os juros permaneceram estáveis em 53,1% de setembro para início de outubro. Para as empresas, houve passaram de 28,3% para 30,8%. No cheque especial houve recuo das taxas de 170,2% em setembro, que havia sido a mais alta desde julho de 2003 (173,9%), para 169,4% no início de outubro.

No mês de outubro, o volume de crédito chegou a R$ 1,148 trilhão, o que corresponde a 39,1% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Com informações da Agência Brasil

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