Dia dos Pais ainda não aqueceu comércio

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Ricardo Melo: “Esperamos que as vendas cresçam”
A comemoração do Dia dos Pais, no próximo domingo, 13, ainda não provocou mudanças no comércio de Aracaju. Faltando somente três dias para a data, os comerciantes não fazem grandes expectativas sobre as vendas.

“Como bom brasileiro, os filhos deixam para comprar o presente do pai em cima da hora. As vendas devem aquecer um pouco nesta sexta-feira e sábado que antecedem a data, mas nada surpreendente”, diz Ricardo de Melo Silva, gerente de uma loja de confecções localizada no calçadão da João Pessoa, acrescentando que é comum no Dia dos Pais o comércio não vender como no Dia das Mães.

De acordo com ele, os presentes dados para os pais também costumam ser mais simples. “Aqui as pessoas compram mais meias e cuecas para os pais. Um ou outro leva uma blusa”, comenta.

O subgerente da loja de sapatos do centro comercial, Ivan dos Santos, confirma os dados de Ricardo, ao informar que até esta quinta-feira as vendas não aumentaram e nem a data comemorativa melhorou o movimento. “Ainda está fraco. Nesta época deveria estar melhor, apesar de muita gente deixar para em cima da hora”, diz.

Além de carteiras e cintos, um dos produtos que mais são vendidos para presentear os pais é a sandália. “O típico chinelo, mas principalmente as sandálias em couro”, diz.

E diferente dos anos anteriores, as joalherias estão comercializando um maior número de jóias para presentear os pais. “A procura ainda é pequena, mas começou a aquecer. Antes quase não se presenteavam os pais com jóias e de uns anos para cá esta prática está mudando”, diz Nilza Dória, proprietária de uma joalheria, comentando que a procura maior é por relógios.

Em cima da hora

“Os pais estão recebendo jóias de presente”, diz Nilza.
Segundo o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Gilson Figueiredo, o comportamento do comércio de Aracaju em datas comemorativas vem mudando. “Não somente no Dia dos Pais, mas também em outras datas comemorativas as vendas estão se concentrando nos dias que antecedem o dia”, diz ele, comentando que isto se deve ao orçamento apertado dos trabalhadores.

E confirmando o que os gerentes de lojas disseram, Figueiredo diz que a expectativa é que o aumento das vendas seja entre 4 e 5% até domingo. “A expectativa  do comércio é positiva, aguardando a data como uma arrancada para o segundo semestre do ano, onde normalmente se vende melhor do que o primeiro”, alega.

Por Raquel Almeida

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