Eletroeletrônica: Porta de entrada para o mercado de trabalho

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O curso de eletroeletrônica tem duração de dois anos e é oferecido pelo Senai (Foto: Mundo das Tribos)

Após a conclusão do ensino médio, muitos se perguntam, e agora, qual a melhor escolha a seguir, um curso técnico de menor duração ou ir direto para o nível superior? Uma formação mais rápida que a universidade e a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho, impulsionam muitos jovens a ingressarem nos cursos técnicos existentes no mercado.

Seja como uma preparação para a faculdade ou uma escolha para a vida toda, na hora da opção, é muito importante atentar para a vocação, isto é, a pessoa deve ter afinidade com o curso escolhido e decidir pela Instituição que apresente um currículo atualizado, infraestrutura adequada ao aprendizado e tradição na formação de profissionais. Em Sergipe, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferece hoje formação técnica em diversas áreas e dentre uma delas está a de eletroeletrônica.

O curso tem duração de dois anos e é dividido em módulos, onde o estudante vê disciplinas específicas, ou seja, voltadas para a área técnica do curso como motores, comandos elétricos, sistemas eletrônicos analógicos e sistemas digitais.

Profissão

O professor Flavio Augusto diz que o profissional está preparado para o mercado

O curso de eletroeletrônica capacita o profissional a enfrentar os desafios do mercado de trabalho, obedecendo às regras de segurança, higiene e saúde ocupacional. O técnico atua nas indústrias na parte de eletricidade industrial, predial e automação. Hoje, esse profissional tem se destacado com a gama de conhecimento adquirido ao longo do curso não só na eletrotécnica, mas também na eletrônica.

O engenheiro eletricista e professor do Senai, Flavio Augusto, destaca que o profissional está preparado para o mercado de trabalho.“Eletrotécnica foca na parte de eletricidade industrial e predial, já o eletroeletrônica além de trabalhar os dois, o estudante ainda vê uma parte forte em eletrônica onde tem subdivisão em eletrônica digital, de potência e eletrônica analógica. É um profissional proativo, porque passar por diversas gamas de tecnologias e consegue entender um pouco de cada uma delas”, garante o professor.

Mercado de Trabalho

O professor explica que uma boa opção da crescente procura pelo curso se deve a um grande interesse dos jovens em aceitar as oportunidades de uma formação técnica e a dois grandes eventos que vão ocorrer no Brasil, a exemplo da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “Esses dois eventos vão precisar de oito milhões de profissionais. Isso faz com que você tenha uma procura em todos os ramos e o de eletroeletrônica está sendo bem aceitável a procura em função das profissões que estão em carência no mercado. Por isso que o SENAI trabalha para que possa ta oferecendo o que há de melhor ao profissional que vai ser absorvido pelo mercado de trabalho”, diz Augusto.

Devido Sergipe ser um estado pequeno em extensão territorial, ainda possui indústrias em formação, mas o SENAI vem formando e colocando esses profissionais no mercado de trabalho, segundo afirma Flávio Augusto.  “Mas para absorver esses profissionais se precisa ter um Parque Industrial que já vem dando sinal de crescimento como o Distrito Industrial de Socorro que está entrando agora, além de algumas empresas que estão instaladas aqui como a Cimesa, Santista, Leite de Rosas. Porém o mercado de Sergipe tem que melhorar muito quanto à oferta de empregos, porque precisa contar com os incentivos fiscais do governo para que as empresas se instalem aqui”, explica

Salário

Para o professor, a média salarial em Sergipe ainda deixa a desejar se comparado ao restante do país, mas alguns fatores devem ser observados. “O nível de vida que Sergipe ainda oferece, além da cesta básica está entre as ponderadas no país. Uma coisa é você ser um profissional aqui ganhando X e outro em São Paulo ganhando Y. Para o mercado, Sergipe ainda deixa a desejar, porém já está se mostrando um grande pólo de crescimento salarial, principalmente do ano de 99 pra cá, devido às empresas oferecem algumas regalias, como pagar 70% da faculdade e plano de saúde”, diz Augusto ao acrescentar que não se pode basear apenas pelo nível salarial, mas nas contribuições que a empresa oferece ao funcionário.

A média inicial de um técnico em eletroeletrônica gira em torno de R$ 1.200 a R$ 2.400 reais a depender da empresa.

Conselho

Flavio Augusto garante que a área está em expansão não só em Sergipe, mas em todo país, sem contar na média de estágio que cresce a cada dia. “Tem uma turma da noite que 100% dos alunos já estão trabalhando, contratados pelas empresas, trabalham pelo dia e estudam a noite. O mercado está promissor mesmo. Ingressem na área”, orienta o engenheiro.

Por Aisla Vasconcelos

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