Embrapa lança mapeamento da mangaba em Sergipe

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Espaço dos catadores tem diminuido
A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE) lançou o Mapa do Extrativismo da Mangaba em Sergipe – Ameaças e Demandas. O documento traça um diagnóstico detalhado sobre a realidade dos catadores da fruta no estado, suas nuances sociais, econômicas, políticas e ambientais.

Segundo a analista em comunicação da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Raquel Rodrigues, que coordenou os trabalhos, o mapa partiu de uma demanda apresentada ao Ministério Público Federal pelas próprias catadoras de mangaba. “Elas se organizaram em um movimento e denunciaram o fato de várias áreas que antes tinham livre acesso estarem sendo cercadas, além da derrubada de mangabeiras em diversos locais do estado”, revela.

O mapeamento já havia sido iniciado antes da denúncia das catadoras, e agora, concluído, deverá servir como base para os tomadores de decisões e na formulação de políticas públicas que garantam a continuidade do extrativismo de forma sustentável ambiental e economicamente. Entes públicos como secretarias de Estado, órgãos ambientais, prefeituras, poder legislativo e a justiça terão informações técnicas atuais e georreferenciadas para a tomada de decisões que afetem a atividade em Sergipe.

No diagnóstico publicado constam todas as áreas de ocorrência do extrativismo da mangaba em Sergipe, além do perfil socioeconômico das catadoras e os principais conflitos e problemas da atividade.

Problemas

Entre as principais constatações do diagnóstico está o fato de outras atividades econômicas, como a cana de açúcar e o turismo, estarem levando a uma redução de áreas nativas da mangaba no estado, além da restrição do acesso das catadoras a áreas particulares por causa do aumento do interesse pela comercialização da fruta.

Outra descoberta importante foi o fato de proprietários de terras onde a mangaba ocorre estarem forjando a produtividade das propriedades com medo de desapropriações pelo Incra.

Inicialmente, foram produzidas 300 cópias impressas do mapa, mas a publicação está disponível para download no site da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

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