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(Foto: Ascom Emdagro) |
A Secretaria de Estrado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário e a Emdagro comunicam que, apesar dos pomares cítricos de Sergipe ser livre da doença Pinta Preta dos citros (Guignardia citricarpa), o Estado encontra-se em Alerta Máximo em virtude do comunicado da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia confirmando a existência da doença no Estado da Bahia.
Considerada pelo Ministério da Agricultura como Praga Quarentenária A2 ou Praga Quarentenária Presente, que são pragas de importância econômica, presente no país, porém não amplamente distribuída e que encontra-se sob controle oficial, a Pinta preta ou mancha preta dos citros é uma doença grave causada pelo fungo Guignardia citricarpa, que afeta todas as variedades de laranjas doces, limões verdadeiros, tangerinas e híbridos, principalmente as plantas velhas e estressadas.
A Bahia é o primeiro estado do nordeste a manifestar essa doença.Essa doença já tinha sido encontrada no Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo..
Disseminação:
São normalmente disseminadas por meio de mudas que podem estar infectadas pelo fungo, mesmo sem apresentar os sintomas da doença, por restos de material vegetal, como folhas e ramos que são levados de uma propriedade para outra, principalmente por caminhões na época de colheita. Por vento, carregam os esporos sexuais do fungo que ficam nos frutos, ramos e folhas transportando as médias distâncias da propriedade e também pela água da chuva.
Sintomas:
Em geral, a mancha dura é o primeiro e mais típico sintoma da doença. As lesões aparecem quando os frutos iniciam sua maturação, normalmente no inverno. Apresentam as bordas salientes e o centro deprimido de cor palha com pontuações escuras. As lesões podem ser diferenciadas pela sua textura, como também podem ser confundidas com outros problemas a exemplo da melanose dos citros, deficiência nutricional e etc.
Prejuízos:
A doença provoca queda prematura dos frutos e em ataques severos pode haver perda de até 80% da produtividade. A doença não provoca alterações no sabor dos frutos, no entanto, frutos com sintomas da doença são muito depreciados no mercado nacional e impróprio para exportação, podendo ser utilizados para a indústria.
Controle:
O controle deve começar com as medidas de prevenção, onde o produtor deve adquirir mudas em viveiros certificados pelo Ministério da Agricultura, manter a vigilância, o pomar deve ser mantido em boas condições de nutrição e a preocupação de desinfestar e retirar restos de material vegetativo de veículos, máquinas agrícolas, matérias de colheita e outros equipamentos.
Existe também o controle químico a base de fungicidas, onde o profissional habilitado deve ser consultado.
A EMDAGRO está tomando todas as providências necessárias, principalmente nas barreiras sanitárias do Estado, preparação de plano de contingência, intensificação em monitoramento em propriedades, treinamento para técnicos da região citricola entre outras, no sentido de impedir a entrada dessa doença nos pomares citrícolas de Sergipe. De novembro a maio a Emdagro fez visitas a 832 propriedades para prevenção de pragas e doenças dos citros.
Fonte: Ascom Emdagro
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