Emprego: SE tem 5 mil vagas para pessoas com deficiência

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Encontro aconteceu nesta quinta-feira, 11 (Fotos: Portal Infonet)

O Teatro Tiradentes recebeu nesta quinta-feira, 11, o seminário “Pessoa com Deficiência e Mercado de Trabalho: Direitos, Deveres e Acessibilidade”. O evento  idealizado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Sergipe (SRTE/SE) em parceria com o Fórum Estadual de Inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho, foi aberto pelo coral 3ª Visão da Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe (Adevise).

Segundo dados da SRTE/SE, as 400 empresas que possuem matriz no Estado e que empregam mais de 100 funcionários disponibilizam um total de 7500 vagas para pessoas com deficiência. Destas vagas, apenas 2483 estão preenchidas. Com isso, cerca de 5 mil vagas ainda estão em aberto.

De acordo com a superintendente da SRTE/SE, Celuta Krauss, mesmo com a crescente inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, ainda há muito para ser feito. “Ainda tem muita vaga para ser preenchida. Se analisarmos, há uma curva ascendente, mas temos muitas vagas e precisamos romper barreiras. De acordo com a Lei 8.203, a superintendência fiscaliza a obrigação das empresas com mais de 100 empregados cuja matriz esteja situada no nosso estado. Elas estão obrigadas a disponibilizar 2% no número de vagas para deficientes. Encontramos dificuldade e iniciamos uma fiscalização diferenciada, ou seja, mais ampla e voltada à sensibilização. Por conta dessas dificuldades, estamos tendo reuniões para identificar dificuldades e encontrar as soluções, não queremos só penalizar”, informa.

Por mais espaço

A superintendente da SRTE/SE, Celuta Krauss, destava que é preciso quebrar barreiras 

O censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, aponta que existem 400 mil pessoas com deficiência em Sergipe. Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Gorete Medeiros, em muitos casos falta capacitação. “Esse encontro é para mostrar a sociedade e as próprias empresas que essas pessoas possuem capacidade e competência para interagir nas empresas e em qualquer trabalho. O que falta é a gente conquistar nosso espaço, a exemplo de capacitação adequada na empresa, grau de estudo, interagir com  os demais profissionais e ter um tratamento nas empresas", avalia.

Durante o encontro serão realizada palestras sobre os direitos e deveres trabalhistas, benefícios e o contrato de trabalho que facilitam a integração do trabalhador com o ambiente de trabalho, e a palestra ‘Superando Barreiras’.

Benefício de Prestação Continuada

Gorete Menezes diz que ainda falta qualificação 

Outro entrave para a inserção da pessoa com deficiência no Mercado de Trabalho diz respeito ao Benefício de Prestação continuada (BPC). Segundo a superintendente Celuta Krauss, muitos acreditam que o benefício será extinto após a inserção no mercado. “O deficiente recebe o benefício pela incapacidade, mas muitos se preocupam em perdê-lo, mas não perdem, ele fica suspenso e não é cancelado. Quando a pessoa cessa a relação de emprego, através de um requerimento, ele reestabelece o benefício sem prévia análise. Também é importante deixar claro que o benefício é pessoal e intransferível, ou seja, em caso de morte, a família não recebe, mas no emprego, a família é beneficiada”, esclarece.

Por Aisla Vasconcelos

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