Empresa pode demitir 540 seguranças que cuidam de 3 presídios de SE

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De acordo com suas informações, os colaboradores da empresa já têm consciência do risco de perder os empregos(Foto: Arquivo Infonet)

Cerca de 540 seguranças que estão lotados em três unidades prisionais de Sergipe estão apreensivos em relação ao futuro dos seus empregos. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Privados Penitenciários do Estado (Sintradispen/SE), Antônio Luiz, a causa desta situação se deve a falta de pagamento por parte do Governo do Estado de Sergipe a empresa Reviver. A terceirizada é responsável pela segurança prisional do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajf), no bairro Santo Maria, e mais duas unidades prisionais, uma localizada em Estância, e a outra em Areia Branca.

Antônio Luiz, presidente do Sintradispen (Foto: Portal Infonet)

“Nesta semana tivemos essa péssima notícia, que a empresa estaria saindo do estado por conta da falta de pagamento das faturas referentes às prestações dos serviços”, lamenta Antônio Luiz, presidente do Sintradispen. De acordo com suas informações, os colaboradores da empresa já têm consciência do risco de perder os empregos. “Desde março de 2019 que o estado de Sergipe não repassa para Reviver”, destaca.

O presidente do sindicato diz lamentar a falta de diálogo com os gestores do estado e destaca a quantidade de pessoas que podem vir a perder o emprego. “Juntando os funcionários desses três presídios, cerca de 540 colaboradores irão ficar sem seus empregos”, afirma. “O aviso-prévio está para chegar na segunda-feira, 11, mas já está sendo avisado aos órgãos competentes e aos funcionários”, explica.

A Secretaria de Justiça informa que está em tratativas com a Sefaz e a empresa para regularização do débito. O governo informa também que pagou uma parcela na última terça-feira, 05, e nos próximos dias pagará mais duas, estando assim com negociações avançadas.

A assessoria de comunicação da empresa Reviver também foi procurada, mas até o fechamento da matéria não haviam enviado resposta.

por João Paulo Schneider 

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