Empresários lucram R$2 mi por ano em cobrança de aluguéis a feirantes

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Dinheiro do aluguel das bancas é destinado a empresários (Foto: Felipe Goettenauer)

O presidente da Associação dos Camelôs e Feirantes de Aracaju (Acafa), André Camelô, denunciou na tarde desta quinta-feira, 22, que um grupo de empresários tem explorado o espaço público sem autorização. Segundo ele, os empresários tem lucrado cerca de R$ 2 milhões por ano com os aluguéis das bancas nas feiras livres da capital.

André detalha que os empresários atuam em quatro das 32 feiras de Aracaju, sendo elas nas seguintes localidades: Conjunto Agamenon Magalhães, Bairro Santo Antônio, Conjunto Bugio e Augusto Franco. “Só no Agamenon são 580 bancas, os feirantes pagam R$ 15 por banca, o que dá um total de R$ 8.700 por semana. São R$ 34.800 todos os meses”, relata.

Presidente da associação faz denúncia (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Nas feiras do Conjunto Bugio e Augusto Franco, conforme o presidente, mensalmente os feirantes pagam R$ 48 mil para os empresários, enquanto na do Santo Antônio são R$ 36 mil mensais. “É um prejuízo enorme para sociedade. O dinheiro poderia ser usado na educação. É algo revoltante, é o dinheiro do povo”, pensa. “Irei levar ao Ministério Público essa situação”, afirma.

Responsável pela administração das feiras livres de Aracaju, a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), sabia da cobrança, como confirmou o próprio órgão após contato da equipe de reportagem do Portal Infonet.

Em contato com a presidência, a assessoria de Comunicação do órgão informou que “não existe irregularidade, até porque os montadores têm a autorização e a relação ocorre entre eles e os feirantes”.

Ainda conforme a Emsurb, o próprio prefeito do município de Aracaju, Edvaldo Nogueira, tinha ciência sobre o que ocorria nas feiras. “Esta situação existe há um tempo. O prefeito Edvaldo Nogueira, inclusive, já havia solicitado da Emsurb a reorganização das feiras livres da capital e uma solução para este caso. A partir daí, demos início a um estudo para apresentar uma boa alternativa”, informa.

Segundo a Emsurb, uma das intenções para resolver a situação dos feirantes seria transformá-los em permissionários ou realizar uma licitação. Ainda foi informado que os montadores têm autorização para realizar a montagem e desmontagem das feiras, sendo responsáveis pelos equipamentos e pessoas que trabalham nos locais. “O estudo está sendo realizado e verá a melhor condição para a realização da atividade”, explica.

por Yago de Andrade

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