Empresas driblam crise e mantêm empregos

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SISA: empresa desenvolveu novos produtos para não demitir funcionários
O medo de todo trabalhador é ficar desempregado. Ainda mais em tempos de crise, quando este risco aumenta. Em Sergipe, mesmo com a recessão financeira, muitas empresas e indústrias optaram por manter seu quadro de funcionários na expectativa de que os negócios melhorem. É o caso da Mabel, da Sisa, da Azaléia e da Moinho, que juntas empregam quase 5 mil sergipanos.

“A crise chegou, mas não demitimos ninguém, pois optamos pela redução na margem de lucros. Mas estamos com boas perspectivas para o segundo semestre”, afirma o representante da Mabel em Sergipe, Hamilton Oliva. Na Moinho de Sergipe, também não houve demissões. “Criamos uma comissão de funcionários para reduzir gastos e assim, evitar que colaboradores fossem demitidos”, explica a coordenadora do departamento pessoal da empresa, Luciana Figueiredo.

Outra forma encontrada para driblar este momento de recessão é a antecipação das férias. “Conversamos com os nossos funcionários e antecipamos as férias de um grupo”, informa o gerente geral da Azaléia em Sergipe, Adriano Pires. Da mesma forma, a empresa optou por aumentar o estoque das fábricas para evitar as demissões.

Já a Sergipe Industrial (SISA), que conta com 975 colaboradores em seu quadro funcional, está enfrentando a crise com criatividade. “Desenvolvemos novos produtos e investimos na modernização dos nossos equipamentos”, reitera o gerente comercial Serginaldo Nogueira. A SISA trabalha com confecções, no segmento cama, mesa e banho.

Mabel: empresa paga 50% da faculdade de funcionários
Desenvolvimento

Procurar medidas alternativas para evitar as demissões está embasada na importância do desenvolvimento que a instalação dessas indústrias levou para os municípios. Geração de empregos, de renda e fortalecimento do comércio são alguns das conseqüências positivas da chegada das indústrias e empresas nas cidades sergipanas.

Prova disso é que todas elas optaram pela contratação de pessoas que residem em áreas próximas. “Contratamos as pessoas que moram perto das unidades pelo desenvolvimento das cidades e pela interação com a comunidade”, destaca o gerente geral da Azaléia em Sergipe. A empresa conta com quatro filiais no estado, gerando mais de 2,3 mil empregos diretos.

“Mudando realidades”

Azaleia: funcionários participaram dos lucros
Da mesma forma, a Mabel investe na contratação de moradores dos municípios onde suas fábricas estão instaladas. Em Itaporanga D’Ajuda, 450 funcionários trabalham na produção de biscoitos, tortinhas, salgadinhos, torradas, rosquinhas e demais delícias. “Todos os nossos colaboradores são da cidade”, ressalta o representante da empresa.

De acordo com ele, a empresa possui uma política de valorização dos funcionários que leva em conta o crescimento profissional de cada um. E isso acontece da seguinte forma: “a maior parte dos nossos funcionários está cursando uma faculdade e a empresa cobre 50% do valor das mensalidades”. Para Hamilton, com esta iniciativa, “a Mabel muda realidades”.

Outra indústria que também disponibiliza para seus colaboradores o auxílio-educação é a Moinho Sergipe. Com 230 funcionários, que trabalham na produção de farinha de trigo e derivados, a empresa custeia 40% da mensalidade de cursos superiores para seu quadro funcional. Além disso, a Moinho também oferece cursos de especialização para aqueles que já possuem graduação. “Trabalho na Moinho há três anos e não tenho do que reclamar. Estou muito satisfeita com o tratamento que recebo aqui”, revela a secretária Luciana Duarte.

Mais benefícios

Além do investimento em educação, a Moinho também oferece assistência médica para seus colaboradores. Já a Azaléia trabalha com a participação dos funcionários no rateio dos lucros. “Duas vezes por ano, os nossos funcionários recebem por participação nos lucros da empresa”, explica o gerente Adriano Pires.

Para conhecer mais sobre as empresas e indústrias que estão presentes em Sergipe visite a Feira da Indústria e da Inovação Tecnológica, que acontece em Aracaju até este sábado, 30.

Por Valter Lima

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