Feira apresenta diversidade do artesanato sergipano

(Foto: Ascom Sebrae)

Quem visita a Feira de Sergipe tem a oportunidade de conhecer a beleza e a diversidade do artesanato produzido no Estado. Na arena montada na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, mais de 190 profissionais expõem seus trabalhos durante os 13 dias de evento. Da tradicional renda irlandesa aos bordados e peças confeccionadas com palhas, os diferentes tipos de produtos encantam o público que circula pelo evento.

Criada na França e inspirada nas peças de Veneza, na Itália, a renda irlandesa chegou a Sergipe graças à dona Ana Rollemberg. A técnica foi disseminada junto a algumas mulheres ao longo dos anos até ser ensinada às senhoras Marocas, Ercília e Sinhá. As três, que nasceram em Divina Pastora, ensinaram o ofício a quase todas as artesãs da cidade. Hoje, cerca de 80 profissionais se dedicam à atividade.

Com o tempo, os produtos foram adquirindo características únicas e alcançando o reconhecimento do público. Em 2008 o modo de fazer a renda foi considerado Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil. No ano passado as peças foram agraciadas com o Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato.

Este ano mais uma vez as artesãs marcam presença na Feira, disponibilizando ao público toalhas, vestidos e bolsas. O trabalho é tão minuncioso, que de acordo com Valdice Caetana, uma das responsáveis pelo estande, são necessários 11 meses e quatro pessoas  para confeccionar uma colcha. O produto é comercializado por nada menos que R$ 7 mil.

" Mas também há peças mais simples, como porta celular e presilhas, que custam entre quinze e trinta reais. O nosso trabalho vem sendo reconhecido ao longo dos anos e hoje já conseguimos sobreviver dessa arte", explica Valdelice, que há 45 anos aprendeu a elaborar as peças graças a uma amiga.

Palhas e ostras

A palha do ouricuri, uma árvore nativa bastante comum no município de Pirambu, também é transformada nas mãos das artesãs. Através de uma técnica bastante apurada, um grupo de mulheres cria mandalas, cestas e chapéus utilizando o produto. Elas, que residem no Povoado Alagamar, receberam apoio do Sebrae em Sergipe para elaborar e melhorar a qualidade dos produtos .

"Isso nos ajudou a modificar o design de vários artigos e a criar peças como bolsas, jogos americanos e tapetes. Tudo isso contribuiu para conquistar novos mercados e alcançar o reconhecimento do público", explica a artesã Maria José Santos, que integra a Associação Raízes da Terra.

A Feira é palco ainda para o trabalho de Sérgio Bastos, um profissional que se dedica à pintura de peças retiradas do mar. A trajetória do artesão começou de maneira curiosa há 37 anos. Até então, Sérgio dedicava-se apenas a fabricar bijouterias, mas enfrentava a concorrência de pessoas que adquiriam as mercadorias em outras cidades e as vendiam aqui.

Em uma das diversas feiras das quais participou com o apoio do Sebrae, ele conheceu um brinco produzido por uma artista plástica do Rio Grande do Sul feito a partir de ostras. "Eu morava na Atalaia Nova e enxerguei a possibilidade de construir algo semelhante, já que tinha o material disponível em qualquer parte. Até então não sabia pintar, mas encarei aquilo como  um desafio".

Com um estoque de tintas emprestado de uma amiga, Sérgio começou a pintar suas primeiras ostras. Os amigos gostaram. Em pouco tempo surgiu o convite para uma exposição no Serviço Social do Comércio (Sesc). Das 25 peças que levou, 23 foram vendidas. Foi aí que ele percebeu que poderia viver da sua própria arte.

Depois de pintar as ostras, o artesão teve a ideia de emoldurá-las. A iniciativa foi bem recebida pelo público. Seus desenhos fazem referência aos principais pontos turísticos da capital, como a Orla de Atalaia, o mirante da praia 13 de julho, os mercados e a ponte Construtor João Alves. Esse trabalho já o levou a expor as peças na Argentina, Bolívia e Chile e em diversos estados das regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

Esse tipo de artesanato diferenciado encantou a funcionária pública Renata Drummond, que reside na cidade de Blumenau (SC). "Fiquei impressionada com a maneira como as peças são pintadas. Nunca vi algo igual. Adorei o trabalho e farei questão de divulgá-lo junto aos meus amigos que também estão visitando o Estado".

A Feira de Sergipe é promovida pelo Sebrae e prossegue até o dia 27 de janeiro, sempre das 17 às 23hs, na Praça de Eventos da Orla de Atalaia. A entrada é gratuita.

Fonte: Ascom Sebrae

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