Grupo faz novo protesto para baixar preço de combustível

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Grupo articulou protesto através de um site de relacionamento (Fotos: Portal Infonet)

Um grupo de usuários do site de relacionamento Orkut organizou pela segunda vez neste mês um protesto contra o aumento do preço dos combustíveis. Concentrados desde às 17h desta sexta-feira, 20, no estacionamento do Estádio Lourival Baptista, no bairro 13 de Julho, eles pretendem visitar pelo menos três postos da capital onde o combustível esteja mais caro para abastecer R$ 0,50, pedir nota fiscal e exigir o teste de qualidade dos combustíveis.

De acordo com o líder do grupo, o estudante Saulo Henrique, a expectativa é de que juntar pelo menos 30 carros e motos. Enquanto aguardavam a chegada dos demais, eles distribuíram panfletos entre os carros que trafegavam na Avenida Anízio Azevedo.

“Esse é um movimento nacional que surgiu nas redes sociais. Já houve atos em várias partes do Brasil. Aqui nós seguimos a idéia, combinamos tudo através da comunidade no Orkut”, relata Henrique.

Grupo pretende reunir até 30 carros para ir até os postos

Ele disse que o primeiro protesto foi improvisado, pois houve a participação apenas de três carros. No primeiro posto onde pararam, localizado na Avenida Beira Mar, onde a gasolina custava R$ 3,14, o dono não quis fazer o teste do combustível e, diante da pressão, fechou o posto por quase duas horas.

“Hoje vamos fazer o mesmo. Desde ontem [quinta-feira, 19] estamos com a faixa e distribuindo panfletos para chamar mais gente”, disse. Saulo Henrique explicou que a baixa no preço dos combustíveis na última semana ainda não foi suficiente para diminuir o peso no bolso do consumidor. “Os aumentos foram sucessivos e a baixa que houve agora não foi suficiente. O primeiro posto que escolhemos hoje, que é o mesmo do primeiro ato, ainda está com combustível a R$ 2,90”, criticou.

O levantamento dos postos de combustíveis com o preço mais alto é feito pelos participantes da comunidade no Orkut. Os internautas acreditam na força do movimento porque em Natal, após cinco atos de protesto desse tipo, a gasolina baixou de preço – antes mesmo da diminuição em todo o país.

Por Diógenes de Souza

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