IBGE: alimentos sofrem maior alta de preços no mês de abril

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Alimentos são os gêneros que sofreram maior reajuste de preços (Foto: Pixabay)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mês de abril apresentou variação de 0,20%, enquanto, em março, havia registrado 0,51%. A variação acumulada no ano foi de 1,52% e, nos últimos doze meses, o índice apresentou alta de 2,58%. Em abril de 2019, a taxa foi de 0,84%.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 2,55% em abril enquanto, no mês anterior, registraram 2,40%. No que diz respeito aos índices regionais, somente o Rio de Janeiro, Aracaju e Recife tiveram variações positivas do INPC (0,25%, 0,20% e 0,11%, respectivamente).

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de março a 29 de abril de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 03 a 30 de março de 2020 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Deflação

O IPCA variou 0,15% em abril, ficando 0,26 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,41%). Em abril de 2019, a taxa havia sido de 0,80%. O índice acumula no ano alta de 1,62%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro tiveram deflação em março [artigos de residência, transportes, educação e vestuário].

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de março a 29 de abril de 2020 [referência] com os preços vigentes no período de 3 a 30 de março de 2020 [base]. Cabe ressaltar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra.

A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação, 2,45%, e o maior impacto, 0,51 ponto percentual (p.p.), no mês de abril, mostrando aceleração em relação ao resultado de março [2,34%]. Outros dois grupos também registraram alta, com destaque para Habitação [0,19%], e Saúde e cuidados pessoais [0,49%], que havia apresentado queda em março [-0,16%].

No lado das quedas, a maior variação negativa foi a dos Transportes [-1,93%], apresentando também maior impacto negativo no índice do mês [-0,34 p.p.]. A aceleração do grupo de Alimentação e bebidas [2,45%] foi influenciada principalmente pelo comportamento da alimentação no domicílio, apesar de ter desacelerado de 3,32% em março para 2,69%. Os destaques foram os tubérculos, raízes e legumes [15,18%], com a cebola aumentando 53,3%. No caso dos tubérculos, raízes e legumes o impacto no índice de abril foi de 0,22 p.p.

No grupo Saúde e cuidados pessoais [0,49%], o maior impacto veio dos produtos de higiene pessoal [2,11%], que contribuíram com 0,11 p.p. na composição do IPCA de abril. Teve destaque a alta de 2,46% no preço dos perfumes.

A maior contribuição negativa [-0,34 p.p.] no IPCA de abril veio do grupo dos Transportes [-1,93%]. A queda nos preços dos combustíveis para veículos, [-7,42%] foi a principal responsável pela variação negativa, puxado sobretudo pela queda de 7,41% no preço da gasolina.

Por outro lado, as passagens aéreas, que tinham apresentado deflação no mês de março [-8,51%], subiram 15,11%, em abril. No que concerne aos índices regionais e cidades analisadas, somente o Rio de Janeiro e Aracaju tiveram uma variação positiva no índice de IPCA [0,18% e 0,15% respectivamente].

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

 

Fonte: Ascom IBGE

 

 

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