Inadimplência das empresas cresce 4,7%

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A inadimplência das empresas cresceu 4,7% no primeiro bimestre de 2008, na comparação com os dois primeiros meses de 2007. Os dados foram divulgados pelo Serasa na última semana e fazem parte do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.

 

Já na comparação entre fevereiro deste ano e janeiro último, a inadimplência das pessoas jurídicas apresentou um recuo de 11,3% em todo o país. Quanto à variação anual, fevereiro de 2008 com fevereiro de 2007, o indicador apontou alta de 7,1% na inadimplência das empresas.

 

No primeiro bimestre de 2008, os títulos protestados lideraram o ranking de representatividade da inadimplência das empresas com uma participação de 42,5% no indicador. No período de janeiro a fevereiro de 2007 esta modalidade representou 39,5%. Em segundo lugar estão os cheques devolvidos, com participação de 38,3% na inadimplência das pessoas jurídicas nos dois primeiros meses deste ano. No mesmo período do ano anterior esta porcentagem foi de 39%.

 

Fechando o ranking, em terceiro lugar, aparecem as dívidas com os bancos. De janeiro a fevereiro de 2008 as pendências com instituições financeiras representaram 19,2% da inadimplência das empresas, participação menor que os 21,5% obtidos no primeiro bimestre do ano anterior.

 

O indicador da Serasa revela ainda que o valor médio das dívidas com os bancos foi de R$ 4.432,87 no primeiro bimestre de 2008, com alta de 9,4% na comparação com o mesmo período de 2007. Quanto aos títulos protestados, o valor médio obtido no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foi de R$ 1.407,79, com elevação de 0,6% na relação com o primeiro bimestre de 2007. Já o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 1.249,49 nos dois primeiros meses deste ano, o que representou um crescimento de 7,8% na relação com o mesmo período de 2007.

 

O Serasa afirma que o aumento na inadimplência das empresas, no primeiro bimestre do ano, deveu-se à expansão da tomada de crédito para investimento e para capital de giro. O crescimento da atividade econômica em 2007 incentivou as empresas a investirem na ampliação de seus negócios, o que exigiu tomada de financiamento tanto de curto (capital de giro), quanto de longo prazo. Além disso, com o aumento do emprego formal, as empresas tiveram maiores gastos com 13º salário, e muitas recorreram a recursos de terceiros.

 

Fonte: Serasa

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