ITPS orienta consumidor para novas regras na etiquetagem de geladeira

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Nova classificação indicará produtos ainda mais eficientes no quesito economia de energia e auxiliará na redução da conta de luz (Foto: ITPS)

Os fabricantes de geladeiras no Brasil têm até o dia 1º de julho de 2022 para se adequar às novas regras para classificação da eficiência energética. A mudança anunciada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio da Portaria nº 332, de 2 de agosto de 2021, cria três novas categorias na etiquetagem dos refrigeradores, a partir dos produtos classificados como A (nível que, até então, era considerado o mais eficiente). O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) orienta que o consumidor fique atento, pois a nova classificação indicará produtos ainda mais eficientes no quesito economia de energia e auxiliará na redução da conta de luz.

Atualmente, as geladeiras no Brasil vêm sendo classificadas por letras numa escala de A a E. Mas com as novas regras adotadas pelo Inmetro, os produtos mais eficientes serão classificados em A+++, mostrando uma eficiência de até 30% em relação ao atual A; A++, indicando 20% a menos no consumo; e A+, com economia de 10%.  Ao optar por uma geladeira A+++ de duas portas de degelo automático (frost-free) de volume ajustado de 500 litros (ou volume interno útil em torno de 350 litros), que corresponde a 80% do mercado nacional, o consumidor pode economizar cerca de 13 kWh por mês, o que representa uma economia de R$ 10,14.

“As novas regras foram elaboradas após consulta pública e têm o objetivo de fornecer informações mais confiáveis ao consumidor, auxiliando na tomada da decisão na hora da compra e na escolha de produtos mais eficientes. As mudanças, consequentemente, contribuirão para a redução do consumo de energia nas residências e dos valores das contas de luz dos brasileiros. É preciso lembrar que os custos com energia elétrica pesam no orçamento do consumidor e todas as ações que resultem na redução dessa conta impactam positivamente na vida da população, principalmente, nos dias de hoje, quando se enfrenta alta no preço dos alimentos, do gás natural e da gasolina”, explica Kaká Andrade, diretor-presidente do ITPS, órgão delegado do Inmetro em Sergipe.

Kaká Andrade explica que as novas regras também têm o objetivo de estimular as indústrias a produzirem produtos que consumam menos energia, contribuindo, desta forma, para a redução da demanda energética e para o desenvolvimento sustentável do país.

“A partir das novas regras na etiqueta de eficiência energética, as indústrias deverão fabricar refrigeradores com melhor desempenho ambiental e energético. Isso ajudará na redução da demanda por energia elétrica ou até mesmo de termoelétricas, que têm maiores impactos ambientais e comumente são acionadas em época de escassez hídrica para complementar emergencialmente o fornecimento. Trata-se também de uma adaptação em atendimento a uma nova demanda dos consumidores, que é a questão da inovação e sustentabilidade”, informa o diretor-presidente.

Próximas fases

O Inmetro planejou ainda mais duas atualizações. Na segunda fase, que passa a vigorar em 31 de dezembro de 2025, as subclasses serão eliminadas, voltando à classificação de A a F. No entanto, o novo A será ainda mais rigoroso, seguindo as recomendações das Nações Unidas expressas no Guia da U4E (United for Energy). Neste caso, as geladeiras fabricadas no Brasil, de duas portas, atualmente em A, terão que reduzir 40% do seu consumo para permanecer em A em 2025.

A terceira e última fase, com prazo de adequação para 31/12/2030, estabelece a adoção de um nível de consumo para a classe A equivalente às recomendações da U4E, na íntegra, ampliando ainda mais o rigor da etiqueta. Isso significa uma necessidade de redução, em média, de 61% do consumo de energia das geladeiras fabricadas no país, de duas portas, atualmente em A.

“As mudanças acontecerão de maneira gradativa para que as indústrias possam investir e se adaptar. Em uma mudança brusca, não haveria tempo hábil para as adaptações, e as indústrias poderiam perder incentivos tributários, consequentemente elevando o preço dos produtos para o consumidor. Em países como Argentina e Índia, por exemplo, que implantaram a mudança rapidamente, as geladeiras mais eficientes ficaram escassas no mercado”, finaliza Kaká Andrade.

Fonte: Ascom ITPS

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